A aposta cada vez mais forte da Liberty Media no mercado americano significa visitas mais frequentes aos Estados Unidos da América, sendo Austin o segundo palco americano do ano, depois da estreia de Miami.
Oficialmente, este será o 43º GP dos Estados Unidos, numa história que remonta a 1959, quando a F1 visitou a América pela primeira vez, no traçado de Sebring. Seguiu-se uma visita da Riverside e depois a casa da F1 nos “States” passou a ser Watkins Glen, que recebeu o GP por 15 vezes. Seguiu-se uma visita única a Dallas, quatro passagens por Detroit, três por Phoenix e oito por Indianápolis, até a mais recente mudança, com o Circuito das Américas feito à medida em Austin para receber o Grande Circo.
Na contabilidade das vitórias, Lewis Hamilton é o piloto com mais vitórias no GP dos Estados Unidos (seis, cinco em Austin, uma em Indianapolis), seguindo-se Ayrton Senna (cinco vitórias, em Detroit e Phoenix) e Michael Schumacher (cinco vitórias, todas em Indianapolis). Na contabilidade das poles, Senna é o piloto com mais (cinco), seguido de Schumacher e Hamilton, ambos com quatro. Hamilton é o piloto com mais pódios no GP dos Estados Unidos (9), seguido de Schumacher (7) e Graham Hill (6). Olhando para os números dos construtores, a Lotus é aquela que mais triunfos conquistou nos EUA (10), seguida da Ferrari (8) e McLaren (7).
A construção do Circuito das Américas iniciou-se em dezembro de 2010, sendo a obra concluída em outubro de 2012, com Hermann Tilke a assinar o traçado e Tavo Hellmund a ser o chefe de toda a operação. A infraestrutura já recebeu a F1 por nove vezes, sendo a edição de 2022 a 10ª . Hamilton (5), Sebastian Vettel (1), Kimi Raikkonen (1), Valtteri Bottas (1) e Max Verstappen (1) já venceram na pista de Austin. Quanto às poles, Hamilton é o piloto com mais primeiros lugares da grelha em Austin (3), à frente de Nico Rosberg (2), Vettel (2), Bottas (1) e Verstappen (1). Curiosamente, nas nove edições, apenas Valtteri Bottas conseguiu ter sucesso, sem ser campeão do mundo. Nas restantes, os pilotos vencedores eram ou viriam a ser campeões.
A pista tem 5.513 km de comprimento, 20 curvas, com a volta recorde a pertencer a Charles Leclerc (1:36.169 – 2019). A melhor volta em qualificação pertence a Bottas (1:32.029 – 2019). A pista é vista com agrado por parte dos fãs, sendo uma das melhores do ano, pelo traçado e pela grande festa nas bancadas. A linha de meta é caraterizada por uma subida íngreme, até a curva 1, seguindo-se uma secção de curvas semelhante aos “esses” de Suzuka, até uma descida também acentuada até a curva 11. Segue-se uma grande reta, que costuma ter alguns ressaltos, apesar das várias obras de beneficiação do asfalto e uma secção de retas curtas e curvas de baixa e média velocidade, semelhante à secção do estádio de Hockenheim, até chegarmos às curvas 17 e 18 que no seu conjunto fazem uma longa direita que antecede a curva 19 (que costuma dar dores de cabeça com os limites de pista) e a curva 20.
É uma pista que costuma dar boas corridas, que permite muitas manobras de ultrapassagem e exigem um equilíbrio de afinação, pois se as longas retas são apelativas, um carro com pouco apoio irá perder demasiado tempo nos “esses” e no setor três.
Horários
21 de outubro
TL1 – 20:00 – 21:00
TL2 – 23:00 – 00:30
22 de outubro
TL3 – 20:00 – 21:00
Qualificação – 23:00 – 00:00
23 de outubro
Corrida – 20:00 – 22:00










