É a primeira luta que os pilotos querem vencer. A luta interna é sempre uma das mais complicadas de gerir, pois é feita dentro de portas, com o mesmo material. O colega de equipa é a única referência direta possível e ficar atrás do colega nunca é desejável. Na primeira corrida do ano, vimos diferenças claras entre os teóricos nº1 e nº2 das equipas.
No caso da Ferrari, Charles Leclerc esteve um furo acima de Carlos Sainz que não conseguiu esconder a frustração no final da corrida. O espanhol admitiu que não foi um bom fim de semana e que Leclerc esteve acima. Também na Red Bull, Max Verstappen esteve à frente de Sergio Pérez, um cenário que não é surpreendente. Na Mercedes, George Russell esteve sempre atrás de Lewis Hamilton. Na Alfa Romeo, Alfa Tauri, Haas, os pilotos mais velhos e mais experientes levaram a melhor e na Williams Alex Albon conseguiu superiorizar-se a Nicholas Latifi. Na McLaren a tendência do ano passado manteve-se e Lando Norris esteve acima de Daniel Ricciardo. A única equipa onde a lógica (se é que ela existe neste tipo de categorização) foi desafiada foi na Alpine, onde Fernando Alonso ficou claramente abaixo de Esteban Ocon (o espanhol teve problemas na gestão dos pneus). A Aston Martin foi um caso difícil de avaliar, pois na qualificação Lance Stroll ficou mal na fotografia, com um resultado comprometedor face ao regressado e nada preparado Nico Hulkenberg, mas na corrida, Stroll fez o que se esperava e não parece que o AMR22 tivesse muito mais para dar.
Não podemos analisar em demasia estes confrontos. Foi apenas a primeira corrida do ano e devemos esperar para ver. Mais três corridas é o ideal para entender as tendências. Mas o tiro de partida mostra, para já, um cenário claro.










