Não era este o começo de época que a Mercedes tinha ambicionado. O novo W13 apresenta problemas sérios que vão demorar a serem resolvidos. Andrew Shovlin, chefe de engenharia da Mercedes, reconheceu que o carro precisa de muito trabalho.
O resultado no Bahrein foi quase uma vitória para a Mercedes. O pódio e o quarto lugar, ganhando pontos à Red Bull, foi um prémio pela resiliência da equipa. No entanto, a corrida deixou a nu as fragilidades do novo carro:
“De um ponto de vista de campeonato, terceiro e quarto foi bom, porque do ponto de vista do carro, quinto ou sexto é o que merecemos”, disse ele ao podcast F1 Nation. “Temos muito a melhorar no desempenho do carro, precisamos de avançar muito rapidamente, mas isso não acontece da noite para o dia e enquanto não formos suficientemente rápidos, precisamos minimizar a hemorragia de pontos. Por isso, para o campeonato foi bom que pelo menos a Red Bull não tenha feito grandes pontos, pois pode ser o adversário mais duro. Ainda é cedo e é difícil de analisar , mas do nosso lado foi um resultado razoável “.
“Acabámos de fazer um “de-brief” com os pilotos e o carro tem problemas um pouco por todo o lado”, explicou ele. “Há ressaltos, o equilíbrio é fraco, há falta de aderência a baixa velocidade, estamos a com dificuldade na tração, o aquecimento dos pneus não é suficientemente bom, o carro está um pouco pesado.”
“Há muito para trabalharmos, mas talvez na mesma medida haja muito para melhorar e isso dá-nos algum alento. Há um ano, quando estivemos aqui no Bahrein, a lista de coisas a melhorar não era tão grande como é agora.”










