Ficou claro que Craig Breen teve uma estratégia muito clara para enfrentar este Rali de Monte Carlo. Na sua primeira temporada completa de sempre de Craig Breen, o piloto irlandês, juntamente com o seu navegador Paul Nagle, alcançaram tempos muito competitivos e consistentemente fortes ao longo de todo o fim de semana, desde o segundo dia de prova foi consistentemente terceiro nos troços, e de repente nas duas derradeiras especiais, um sexto, e um oitavo lugar. Na PowerStage, nem sequer tentou obter um dos cinco pontos disponíveis.
Mas porquê? Já lá vamos…
Depois do rali, Craig Breen comentou o quão confortável se sentia no carro e felicitou a equipa no regresso a Dovenby, Cumbria, pelo excelente trabalho realizado nos últimos meses. Ganhou ritmo no fim de semana, terminando o rali no terceiro lugar: “Estou, obviamente, muito feliz com o fim de semana, talvez não o mais forte em termos de ritmo, mas em realmente nos fomos habituando ao carro a cada especial.
Encontrámos em definitivo, neste último dia, o ponto ideal, pelo que o nosso ritmo foi muito bom, conseguimos trazer para casa um resultado no pódio. É ótimo para a equipa, é ótimo ter dois carros no pódio, sendo que agora estou ansioso por chegar à Suécia.”
E o ponto está exatamente aqui, a Suécia! Ficou claro que no Rali de Monte Carlo, Craig Breen tinha ordens precisas para não arriscar muito, e obter bons pontos. Foi o que fez. Mas aquele oitavo lugar pareceu de repente um pouco estranho. Teria tido algum problema na PowerStage. Sim, o problema ‘chamou-se’ Suécia.
Sem os D. Sebastião, Loeb e Ogier na Suécia, e já se sabendo que não vão disputar o campeonato, nem o Rali da Suécia o irlandês esteve perto de criar um problema para si próprio, já que se saísse em primeiro na Suécia iria ter a vida muito dificultada em termos de resultado pois passaria o dia a limpar a estrada para os outros. Bastava um à sua frente e como o conseguiu? Não somou pontos na PowerStage e esperou que alguém o passasse em termos pontuais, e foi exatamente isso que sucedeu: Kalle Rovanpera vai abrir a estrada na Suécia e quem se estiver agora a questionar se faz uma grande diferença, faz sim senhor. A primeira camada de neve é a mais complicada e quem passa em primeiro tem bem mais dificuldade de quem passa em segundo. Claro que mais atrás é ainda melhor, mas em segundo é manos mau que abrir a estrada…
Resumidamente: não quis pontos na PowerStage do Monte Carlo, na esperança de ter mais facilidade de os obter na neve da Suécia…











