Fernando Alonso tem a fama (e o proveito) de ser um colega de equipa difícil. O espanhol não olha a meios para conseguir vencer e normalmente tentava virar a equipa para si, de forma a ter toda a atenção, o que por vezes deixava os colegas numa situação menos confortável. Esteban Ocon foi colega de Alonso este ano, mas não tem razão de queixa. O francês considerou que foi fácil trabalhar como Alonso:
“Muita gente disse que Fernando era muito difícil de trabalhar, que tinha uma reputação de quebrar companheiros de equipa”, disse Ocon. “Queria ver isso, queria ver se o que as pessoas estavam a dizer era verdade. No final não foi [difícil trabalhar com ele]”, explicou Ocon. “Tivemos uma colaboração fantástica. Ele é um piloto dos diabos, é extremamente rápido, o companheiro de equipa mais rápido que tive. Fiquei muito feliz por trabalhar com ele.”
“Aprendi muito ao seu lado, a forma como ele pensa fora da caixa, o que outros pilotos não fazem, ou mesmo a equipa não pensa em certas coisas que ele pensa. Está pensar em novas estratégias ou de como podemos otimizar tudo a esse respeito e aprendi muito”.
“Também na sua capacidade de pilotagem, acho que aprendi muitas coisas com ele, olhando para as suas primeiras voltas, que é algo que sempre fiz, sempre segui o que ele tem feito. E no final do ano já conseguia fazer boas primeiras voltas e ganhar posições nos arranques.
“É um privilégio trabalhar ao lado de uma lenda como ele e fiquei contente por ver que estava a igualá-lo em termos de ritmo, estávamos a motivar-nos mutuamente e, no final, estávamos a extrair o máximo do pacote a maior parte do tempo”.
“Os nossos estilos de pilotagem são bastante diferentes mas, no final, o nosso feedback é exatamente o mesmo”, salientou Ocon. “Quando ambos os carros estão a trabalhar normalmente, tivemos um ritmo de qualificação muito próximo e tivemos exatamente o mesmo feedback”.
“E os carros estavam muito próximos uns dos outros, devo dizer que, na maioria das vezes, havia talvez meio por cento ou um por cento de asa da asa dianteira, mas no final, não havia muita diferença. Com certeza que o seu estilo de pilotagem era mais adequado a algumas pistas e tive momentos em que o meu estilo de pilotagem era talvez um pouco mais agradável para os pneus. Penso que tem sido o companheiro de equipa com quem tenho estado mais próximo em termos de afinação e pilotagem, levando a velocidade para as curvas, saindo das curvas, isto tem sido muito semelhante entre nós. Por isso, tem sido interessante”.












