Os Países Baixos estão na moda no automobilismo. A vitória de Max Verstappen foi a cereja no topo do bolo, numa época de grande sucesso para os pilotos neerlandeses.
O melhor ficou para o fim e Verstappen colocou os Países Baixos no topo do mundo do automobilismo. É a 15ª nação a festejar um título mundial de pilotos, a 12ª nação (em 23) com mais vitórias na F1 (20, todas de Verstappen), a 16ª (em 22) com mais poles (13, todas de Verstappen) e a 13ª (em 29) com mais pódios (62, 2 para Jos Verstappen e 60 para Max Verstappen).
Mas essa é apenas uma parte de toda a festa que o “exército laranja” fez este ano. Nyck de Vries sagrou-se campeão do mundo de Fórmula, Robin Frijns venceu o título no WEC em LMP2 e Frits Van Eerd venceu o troféu Pro /Am em LMP2, além da Racing Team Nederland ter vencido o troféu Pro/Am em LMP2. É uma geração de ouro que, além dos nomes referidos, conta ainda com Giedo Van der Garde e Job Van Uitert (ambos no endurance) além de Rinus van Kalmthout que também começa a dar nas vistas na Indy. Na calha para o futuro estão Richard Verschoor e Bent Viscaal que, no entanto, não mostram tanto potencial. Mas este pode ser um momento chave para o desporto motorizado neerlandês e não faltarão miúdos a querer fazer como Verstappen ou De Vries e nesses poderá estar um novo prodígio. Foi assim em Espanha com o primeiro título de Fernando Alonso, que transformou a F1 num desporto muito seguido, quando antes disso tinha um interesse marginal, com o foco a estar todo no MotoGP. Um ano de ouro para o desporto motorizado neerlandês, que tem aqui matéria prima para dar mais alegrias a médio prazo e que pode ser a semente para ainda mais alegrias.











