Os comissários da FIA decidiram não ser necessário rever o incidente no GP do Brasil entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Ainda antes de conhecida a decisão, Charles Leclerc pediu clareza à FIA nas suas decisões e as palavras do piloto da Ferrari vão no mesmo sentido das declarações de Andreas Seidl da McLaren.
Num período diferente da época, Lando Norris foi penalizado na Áustria por levar Sergio Perez a sair de pista e a mudança de filosofia dos comissários e de Michael Masi surpreendeu o responsável da McLaren. Enquanto Masi diz que a FIA adotou os princípios de “deixá-los correr” ao optar por não investigar o incidente Verstappen no Brasil, reforçada hoje pelo comunicado dos comissários, Seidl diz que não estava ciente de que as atitudes de sancionar os pilotos tinham mudado. “É por isso que será muito interessante o que os pilotos vão ouvir esta noite de Michael no briefing de pilotos”, disse Seidl ao Motorsport.com. “Penso que, em comparação com o passado e há alguns anos atrás, definitivamente mudámos mais no sentido de os deixar correr, mas mais uma vez, sabendo como é difícil julgar todos os diferentes casos, o que é inconsistente é claramente a penalização, por exemplo, que Lando recebeu na Áustria e o que vimos no fim de semana passado. É por isso que penso ser apenas importante esclarecer que cada piloto sabe o que pode e o que não pode fazer”.
O antigo campeão do mundo e agora comentador da SkySports, Damon Hill mostrou também algumas preocupações sobre o que farão os pilotos quando pensarem em lutar pelas posições. “O que acontece agora com lutas roda com roda? A preocupação é como é que um piloto aborda agora a ultrapassagem e as suas manobras de defesa? Podem simplesmente passar alguém fora de pista? Portanto, esta situação mostrou algo muito complicado. Toto queria levantar esta questão para obter esclarecimento para as próximas corridas, porque pode voltar a acontecer”.











