Lewis Hamilton tentou ultrapassar Max Verstappen na curva 4 de Interlagos para chegar à liderança da corrida. Esta tentativa é a raiz de uma nova discussão entre Mercedes e Red Bull, dado que os dois pilotos tiveram que sair muito para além dos limites de pista. Para a Mercedes, Verstappen obrigou Hamilton a sair de pista e ganhou vantagem, para a Red Bull tratou-se apenas de uma luta dura entre ambos. Os comissários deram conta do incidente, mas decidiram não investigar.
Michael Masi, diretor de corrida da FIA, afirmou que as imagens onboard do carro de Max Verstappen não foram vistas antes dos comissários optarem por deixar passar o episódio. Questionado pelo Motorsport.com, Masi confirmou que não teve acesso às imagens.
“Não, foram apenas as câmaras que transmitem a corrida, como já disse antes, que é basicamente aquilo a que temos acesso durante toda a prova”.
Masi disse que as imagens a 360º de ambos os carros, apenas serão analisadas depois do fim de semana. “A câmara virada para a frente do carro, as 360º, há todos os ângulos de câmara que não obtemos ao vivo que serão descarregados e vamos dar uma vista de olhos após a corrida”, disse ele. “Ainda não foi obtido. Foi solicitado”.
Masi admitiu que as imagens a que não obtiveram acesso ainda, poderiam ter outro impacto junto dos comissários. “Poderia ser, absolutamente. Possivelmente. Mas não, não tivemos acesso a ela. E, obviamente, estão a ser descarregadas. E assim que o titular dos direitos comerciais as fornecer, daremos uma vista de olhos”.
O homem da FIA discorda que Verstappen deveria ter sido penalizado, como afirmou Toto Wolff após a corrida. “Eles estão lado a lado. Por isso penso que, para benefício de todos, a decisão foi deixá-los correr”, disse Masi, que ainda ponderou mostrar a bandeira preta e branca ao piloto do carro #33 por essa manobra defensiva. “E fi-lo, certamente que me veio à cabeça, e depois olhei para ele mais algumas vezes, e não estava longe de uma bandeira a preto e branco, para ser brutalmente honesto, para Max”.












