Foi preciso esperar seis anos, mas finalmente os motores híbridos da F1 começam a ser promovidos como sempre o mereceram. A Fórmula 1 irá promover as suas unidades motrizes com a designação de “motor mais eficiente do mundo”, utilizando a nova marca no Grande Prémio de São Paulo deste fim-de-semana.
As unidades motrizes híbridas foram sempre muito criticadas pelo seu custo, complexidade e som abafado que nunca apaixonou os fãs como os estridentes V10. Mas houve algo que estes motores trouxeram e que foi sempre esquecido, de forma pouco inteligente diga-se. As unidades motrizes da F1 são de facto os motores mais eficientes do planeta, tendo chegado aos 50% de eficiência, o que era um número impossível de atingir pouco antes da F1 se ter debruçado sobre o assunto.
O ritmo de evolução e a capacidade da F1 em encontrar soluções merece destaque e a unidade motriz criada é o exemplo perfeito dessa capacidade. Componentes como o MGU-H, aliado ao MGU-K, e com os motores de combustão interna aprimorados, permitiram que se gastasse menos um terço de combustível, mas mesmo assim aumentar (e muito) a potência debitada, comparando aos V8 que antecederam os V6 Híbridos. Tudo isto foi esquecido por que o som não era o melhor e porque os custos eram demasiado altos. As atuais unidades motrizes mostram o melhor da F1, mas foram sempre tratados como parte do problema e nunca uma solução de futuro. Finalmente, a F1 decidiu pegar no rótulo há muito merecido e publicitá-lo. Os motores mais eficientes do mundo serão agora tratados de forma mais digna e finalmente poderemos deixar de lado a nuvem negativa que sempre pairou sobre estes motores e talvez consigamos finalmente ver que são nada menos do que uma maravilha da engenharia.










Concordo com a eficiência e maravilha tecnológica, mas creio que o futuro seja invertido com a parte elétrica sendo a tração principal ao contrário do que acontece agora.
Pura publicidade enganosa.
Qualquer motor 100% eléctrico consegue uma taxa de eficiência energética superior a 90%.
Embora possam ser utilizados como sinónimos, em inglês geralmente “engine” refere-se a um motor térmico enquanto “motor” a um motor elétrico. Portanto as UM da F1 são (provávelmente) os “engines” mais eficientes do mundo.
Com efeito, há alguma verdade no que diz mas a diferenciação não é clara nem universal. Além disso, se nos referirmos apenas às unidades térmicas, os motores atuais de F1 não alcançam os tais 50%, apenas o conseguem com o apoio dos sistemas eléctricos e de regeneração. O que significa que contando com o auxílio da travagem regenerativa é possível nos 100% elétricos alcançar taxas de eficiência superiores a 100% ( eu já o consegui).
O texto do autosport é claro: motores híbridos. Claro que é toda a parte motriz.
E depois o chic analysis vem com publicidade enganosa de mais de 100%, porque é possível em condições particulares e em curto prazo, ou nunca mais carregou o carro?
Para rendimentos superiores a 100% só as máquinas frigoríficas (COP).