Num fim de semana de exigência redobrada para as equipas, com a qualificação agendada para sexta, devido à corrida sprint de sábado, complicações nos transportes de mercadorias estão a dar dores de cabeça às equipas.
Segundo o De Telegraaf, atrasos nos voos alocados ao transporte do material da F1 significam que o equipamento chave necessário para o funcionamento das equipas deverá chegar apenas hoje, o que será uma complicação tremenda para quem precisa de ter garagem montada e sistema operacionais para sexta de manhã.
“Houve atrasos na partida da carga do México na segunda-feira devido às condições meteorológicas, o que significa que parte da carga ainda não chegou ao Brasil”, confirmou um porta-voz da Fórmula 1. “Esperamos que isto chegue na quinta-feira sem ter um grande impacto no fim-de-semana da corrida”.
Isto é mais um sinal de que o calendário da F1 precisa ser repensado. Com fins de semana como o próximo, com corrida sprint, que implicam um momento importante do fim logo na sexta, sem possibilidade de adiamentos, este tipo de contratempos pode ter efeitos mais negativos. Imagine-se que a carga não chega a tempo de sexta, seria um fiasco não ter o Grande Circo pronto a tempo da festa, além das complicações para reorganizar o fim de semana. A ideia dos calendários alargados é apelativa financeiramente mas traz implicações provavelmente demasiado pesadas de suportar para uma estrutura que anda sempre no limite. Mais ainda, esta jornada tripla implica uma ida do Brasil para o Catar. Pilotos e equipas já manifestaram a sua preocupação com esta exigência do calendário que tem pouco de sustentável, quer a nível ambiental, como a nível pessoal para as pessoas que trabalham na F1.












