A regulamentação que será introduzida em 2022 foi pensada para melhorar o espetáculo, permitindo que os pilotos consigam perseguir os adversários mais de perto, durante mais tempo. Mas será que isso irá diluir a vantagem que os melhores pilotos da atualidade têm?
A quantidade de “ar sujo” que os carros atuais produzem são uma dor de cabeça para quem tem a missão de se aproximar e tentar ultrapassar adversários. Ou a diferença de andamento é clara ou então a dificuldade em perseguir e ultrapassar é enorme. Mas ainda assim, há pilotos que se destacam. Lewis Hamilton é um deles, pois consegue aguentar mais tempo atrás de um adversário, sem perder muito tempo. Basta ver que conseguiu pressionar Alonso durante dez voltas e apesar da óbvia diferença de valia entre os carros, o britânico não sentiu necessidade de levantar o pé durante algumas voltas e tentar novamente. Max Verstappen é também um dos melhores neste capítulo. Mas se no próximo ano essa capacidade não tiver o mesmo peso, será que vamos ver os melhores pilotos a perder vantagem?
Peter Windsor, jornalista e ex- team manager da Williams acredita nesse cenário:
“Se olharmos para o carro de 2022, muito desse carro tem a ver com facilitar a vida dos pilotos em seguir o carro da frente em termos da turbulência, que terá menos efeito na asa da frente. Penso, e aposto muito dinheiro nisto, que a FIA teve em conta que há pilotos que são realmente muito bons a seguir outro carro em ar sujo, e outros que não o são. Penso que estão a tomar o menor denominador comum, e a tornar o carro mais fácil de seguir o carro da frente. Isso significa que o impressionante talento de um Max, Charles (Leclerc) e Lewis (Hamilton) em tal situação vai ser enfraquecido porque agora é preciso fazer menos numa situação tão difícil. Esse lado do seu talento não será exposto como está agora.”
Se por um lado esta observação faz sentido, é motivo para preocupação? Não. Apesar das dificuldades atuais realçarem o enorme talento de alguns pilotos, não significa que numa situação em que as dificuldades diminuem esse talento não poderá ser também realçado. Os melhores pilotos encontram sempre formas de se reinventar e de encontrar soluções que lhes possam dar vantagem. São muitos os casos de pilotos que tiveram de adaptar o seu estilo de condução a um determinado carro, tirando máximo partido das suas caraterísticas. Por isso, os carros de 2022 não serão uma ferramenta que permitirá equivaler performances. Os melhores continuarão a ser claramente os melhores em relação aos restantes.











Ponto 1 acho que a capacidade de andar no ar sujo se deva muito mais ao carro que o piloto. São notórias as melhorias introduzidas pela Mercedes esta época que tornaram o carro mais rápido e mais fácil de pilotar e de colocar os pneus à temperatura certa. Ponto 2, entre os carros da frente o Mercedes era até há bem pouco tempo claramente menos eficaz no ar sujo, com Hamilton a queixar se disso mesmo, o que obrigava geralmente a Mercedes a ter uma estratégia diferente, fazendo Hamilton rodar com pneus mais frescos e por isso se manter colado.… Ler mais »
O conseguir seguir outro carro no ar sujo depende muito do carro. Por exemplo o Mercedes é conhecido por ser um carro muito difícil pilotar quando está atrás de outro, devido ao refinamento da aerodinâmica e usar menos difusor que outros, como por exemplo o RB, que ao usar mais difusor (mais àrea devido ao “rake” mais inclinado) torna-se um carro mais fácil de pilotar atrás de outros monolugares, porque não sofre tanto com o ar sujo (é menos dependente das asas como o Mercedes, usando mais o difusor, é uma das razões que a RB consegue usar asas mais… Ler mais »
Provavelmente um dos textos mais disparatados que li aqui.