Filipe Albuquerque vive um dos melhores momentos da sua carreira, algo que já vem desde 2020. Depois de uma época em que “limpou” tudo no ELMS e no WEC, o piloto português lidera agora o campeonato IMSA e venceu todas as duas corridas que fez no WEC, sendo obrigado a faltar a uma, por sobreposição com o IMSA. Esta conversa com o Filipe serviu para fazer um ponto de situação e uma antevisão para Le Mans.
Começamos com o IMSA e o líder do campeonato tentou analisar os motivos desta primeira metade fantástica, com duas vitórias e mais três pódios em seis corridas:
“ Está a ser uma grande época até agora, mas em 2018 a primeira metade também foi ótima com o João [Barbosa]. A segunda metade é que não nos correu bem, com aquele acidente do João antes da prova começar (Laguna Seca). Neste momento temos mais de 2000 pontos e devo ter mais pontos agora do que em todos os outros campeonatos da minha carreira.
A boa forma é uma conjugação de fatores e analisando os factos de forma fria, apesar de já termos feitos poles, não temos sido o carro mais rápido de forma regular e acho que o carro da Ganassi [Cadillac #01] tem sido o carro mais rápido em pista. Mas nas corridas de resistência, não ganha o carro mais rápido mas sim o que erra menos e que tiver menos problemas. Temos uma excelente equipa, que tem gizado boas estratégias, mas ainda estamos a aprender o carro, principalmente eu e a equipa, pois o Ricky já o conhece bem. Esse trabalho tem-nos permitido maximizar a performance. Também temos tido alguma sorte do nosso lado e os problemas não nos têm prejudicado em demasia em termos de resultados. Em Sebring, tivemos um problema por causa de um contacto, que até foi comigo, em Detroit tivemos também problemas e tive de aguentar o terceiro lugar que naquela altura soube a vitória.”
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