Norbert Haug, antigo responsável da Mercedes, afirmou em declarações ao podcast Beyond the Grid, que existiram “negociações secretas” entre a McLaren e Michael Schumacher em 1998. Nesse período, a Mercedes apoiava diretamente a McLaren e Haug era um dos principais responsáveis da marca germânica e explicou ao podcast da F1, como a equipa de Woking quase conseguiu convencer Schumacher, que era na altura, bicampeão da disciplina.
“Conhecia o Michael desde que era piloto na Fórmula Koenig, piloto de F3, depois veio para a Mercedes antes de eu lá estar, já como júnior, depois esteve no Grupo C. Cheguei no final de 1991 e ele teve uma temporada nos Sportscars. Ganhamos a última corrida da época em Autopolis – Karl Wendlinger e Michael Schumacher. Em 1991, já tínhamos ajudado o Michael a ir para a Jordan e depois em 92 foi para a Benetton e foi campeão mundial, depois foi para a Ferrari. Demorou cinco anos para ganhar o campeonato no ano 2000 e fomos concorrentes, mas sempre, fora da pista, no paddock, tivemos sempre uma boa relação. Nós tínhamos, ou eu tinha uma piada de que um dia precisávamos nos juntar. Houve algumas negociações secretas em 1998, mas nunca se chegou a um acordo”.
Norbert Haug afirmou ainda, que com o carro que Adrian Newey tinha desenhado, qualquer piloto se sentia atraído pela McLaren.
“Poderia, em teoria, ter acontecido, mas não se confirmou. É o que é, mas não é algo que estivesse completamente acordado. Éramos realmente bons em 98. A nova fórmula, carro Adrian Newey era atraente para qualquer piloto e o Michael poderia ter ganho o campeonato mais cedo, sabemos isso. Ele poderia ter vencido em 99 por causa do seu acidente e nós poderíamos ter ganho 2000, sem os fracassos ou o que quer que fosse. Foi um grande período e uma luta muito intensa, que ficou melhor espelhada pela corrida de 2000 em Spa com os dois pilotos.”










