Asa traseira ou mais potência no motor? Esta tem sido a grande dúvida entre comunicação social e adversários da Red Bull. Ficou provado nas retas de Paul Ricard, que os monolugares da estrutura de Milton Keynes tinham ganhos em velocidade de ponta, mais do que nas corridas realizadas até lá.
A questão voltou a ser levantada ontem, com uma pergunta de um jornalista na conferência de imprensa pós qualificação. Isso tocou num ponto sensível de Max Verstappen, que ironicamente disse que iria trazer na próxima conferência de imprensa uma impressão da asa traseira para se perceber bem que era diferente e acabar com algumas sugestões que o motor da Honda tivesse mais potência.
No entanto, a publicação alemã, Auto Motor und Sport, avançou ontem que, “de acordo com o regulamento, alterações no motor para aumentar o desempenho são proibidas. Mas qualquer engenheiro sabe que, com maior fiabilidade, também pode ser ativado um melhor mapeamento, sem danificar a unidade. A concorrência calculou que os Red Bull deveriam ter ganho 10 kW, ou seja, quase 14 cv.”
Sendo assim, e aceitando o que escreve o jornalista Tobias Grüner da publicação germânica como verdadeiro, a Honda não deverá ter cometido nenhuma ilegalidade, mas encontrou uma forma legal de aumentar a potência da unidade motriz dos Red Bull.
Não é a primeira, nem a última, vez que isso acontece. As equipas espreitam sempre uma oportunidade de ganhar alguma vantagem, já que o mundo da F1 é ultra competitivo, onde muitos milhões de euros são gastos.
Também não deverão ser exclusivamente os 14 Cv de potência, caso esta informação avançada seja verdadeira, o que justifica o ganho nas retas. Possivelmente, um conjunto de fatores têm ajudado a Red Bull a encontrar uma margem para ganhar à concorrência. Aí entram as novas asas traseiras ou outras atualizações que as centenas de engenheiros a trabalhar diariamente, idealizam.










