O GP de Espanha mostrou mais uma vez que a Mercedes é a melhor equipa da F1 neste momento. A forma como conseguiram vencer uma corrida difícil é a prova de que será muito difícil para a Red Bull manter o desafio do título.
Lewis Hamilton voltou a quebrar recordes e a mostrar que os sete títulos conquistados não são coincidência. Foi “apertado” mais uma vez por Max Verstappen na primeira curva, mas não teve problema em levantar o pé e deixar passar o piloto da Red Bull. Esteve sempre a pressionar Verstappen e voltou a materializar a brilhante estratégia gizada pelos estrategas da Mercedes, num remake do GP da Hungria 2019. A Mercedes surpreendeu com a segunda paragem e a Red Bull demorou muito a responder ficando presa à estratégia de uma paragem.
A Mercedes provou mais uma vez que é uma equipa imparável. Começou mal o ano, conseguiu recuperar o défice que tinha para a Red Bull de forma clara, é das melhores ao nível da estratégia e tem pilotos capazes de executar o que é pedido. Hamilton esteve mais uma vez brilhante e está a fazer o melhor arranque de sempre da sua carreira.
Já Valtteri Bottas… começa cada vez mais a mostrar que o seu tempo na equipa está a esgotar-se. A diferença de ritmo para Hamilton é quase confrangedora e o finlandês não conseguiu acompanhar uma única vez o seu colega de equipa. Mais ainda, atrapalhou a recuperação de Hamilton, não facilitando a vida a Hamilton, perdendo mais de um segundo o que poderia ter sido crucial. A postura do #77 mostra claramente que está desconfortável, quase derrotado e só uma vitória poderia mudar o ânimo do piloto. Mas se continuar assim, a vitória estará cada vez mais longe.
Max Verstappen fez o melhor que pôde. Grande arranque, bom ritmo de corrida, tentou manter os seus pneus vivos, mas não teve do seu lado a equipa que precisava para vencer. A Red Bull perdeu tempo precioso na primeira paragem e não respondeu à segunda paragem de Hamilton. A equipa já não luta há muito tempo pelo título e isso nota-se. Desta vez, Verstappen fez o que podia, mas faltou algo na pit wall. Sergio Pérez fez uma corrida boa, dentro do possível, mas não foi o companheiro de equipa que Verstappen precisava para quebrar a estratégia da Mercedes. O mexicano está a ter algumas dificuldades de adaptação e ainda não foi desta que deu a contribuição que a equipa certamente desejava.
Charles Leclerc fez uma grande corrida. Sem grandes alaridos, esteve sempre no top 5 com um bom andamento e conseguiu um excelente quarto lugar, sendo que ainda sonhou com o pódio, mas a diferença para a Mercedes era demasiado grande.
Daniel Ricciardo voltou às boas exibições. O australiano fez a melhor corrida do ano até agora e conseguiu um merecido sexto lugar, aguentando o ataque de Carlos Sainz que também fez uma prova positiva. Lando Norris não brilhou como nas primeiras corridas do ano mas conseguiu um bom oitavo lugar, numa corrida que foi difícil para o jovem britânico, mas conseguiu pontuar o que neste campeonato é fundamental.
Esteban Ocon voltou a mostrar que está em boa forma e pontuou. Ainda tentou chegar mais próximo do top 5, mas não teve nem carro nem estratégia para isso. Pierre Gasly foi décimo num prémio de consolação, depois da penalização de cinco segundos por se ter colocado de forma errada na grelha de partida. Lance Stroll deixou escapar o ponto mesmo no final, Kimi Raikkonen também espreitou o décimo lugar mas não tinha carro para isso. George Russell voltou a estar perto do top 10 mas numa volta caiu de 11º para 15º pelo que poderá ter desperdiçado nova oportunidade de pelo menos tentar o tão desejado ponto. Fernando Alonso ficou perto do fim da tabela, mas entrou nas boxes a três voltas do fim, depois de ter segurado de forma quase heróica o décimo lugar, sem argumentos para a concorrência. Mick Schumacher teve um bom começo de prova, mas a diferença no andamento para os outros carros é demasiado grande e Nikita Mazepin continua a atrapalhar e a não respeitar devidamente as bandeiras azuis.











