O único Rally3 já existente até ao momento é o Ford Fiesta, mas pelos vistos a categoria pode estar prestes a ter um ‘boom’ interessante.
Os Rally3 são uma nova categoria de carros de ralis criada para proporcionar um primeiro degrau acessível na escada dos tração às quatro rodas, pensado para ser utilizado nos ralis nacionais, regionais e a nível mundial. Para termos uma ideia do seu posicionamento, basta olhar para o Dacia Sandero R4 de Gil Antunes. Será mais ou menos esse o posicionamento.
Estando a ser aproveitados em todo o seu potencial vão claramente andar logo atrás dos R5 e na frente dos Peugeot 208 Rally4, Ford Fiesta Rally4, Opel Corsa Rally4. Pelo menos nos pisos de terra.
Agora, a Toyota parece também estar interessada na categoria: “A meu ver, o novo Rally3 parece ser a categoria mais interessante do que os Rally2”, disse Jari-Matti Latvala à Motorsport aktuell, provavelmente, referindo-se à ‘saturação’ de carros e marcas na Rally2. Ser a segunda marca nos Rally3 será certamente bom para o negócio, mas tal como sucedeu com os R5, só quando começar a haver muitos carros a correr a categoria encontra o sucesso. Nos Rally4 já temos com grande avanço o Ford Fiesta Rally4/R2T19 e o Peugeot 208 Rally4, com o Opel Corsa Rally4 e a Renault Clio Rally4 na calha.
Até aqui, a M-Sport apresentou o Ford Fiesta Rally3, atribui-lhe um valor de 100.000 euros mais imposto, um carro que tem um motor turbo de 1,5 litros, três cilindros e 215 cv e para 400 Nm de torque e tração integral.
Como se percebe, com o Toyota Yaris GT, a Toyota tem a base perfeita para um modelo desportivo deste tipo. Seja como for, naturalmente o foco é o Rally1 híbrido de 2022, mas tal como Tommi Makinen já tinha dito, a Toyota olha para outras categorias. Provavelmente, em 2023 vai haver novidades, o problema é que tudo agora acontece muito lentamente nos ralis. Menos nos troços, felizmente…













Estas novas categorias são bem estruturadas. Por um lado já são carros interessantes para competir (mesmo em terra podem mostrar alguma coisa) e por outro espera-se que se mantenham os custos controlados.
Só os Rally1, que são uma formula interessante, são muito caros. Não faz sentido termos 6 Rally1 a correr quando poderíamos se calhar ter o dobro com custos mais controlados.
O problema é que os carros continuam a ser muito iguais mesmo através das várias categorias, porque a base é sempre a mesma. Os RGT deviam ter um regulamento que lhes permitisse disputar a geral de um rally do WRC, nem que fosse só nas provas de asfalto. Foi graças a uma regulamentação mais flexível, que nos anos 80 tivemos carros como o Triumph TR7 V8, o Ferrari 308 GTB e o BMW M1, para já não falar nos mais versáteis Porsche 911 e Lancia Strato’s, que venceram provas e campeonatos. Afinal, se os WRC são verdadeiros protótipos, porque não… Ler mais »