O Rally da Suécia enfrenta sérios riscos de insolvência devido a uma dívida acumulada de cerca de 16 milhões de coroas suecas, o equivalente a aproximadamente 1,5 milhões de euros, segundo revelou o jornal Värmlands Folkblad. A empresa responsável pela organização, a Rally Sweden AB, tem recorrido a subsídios municipais e a fundos da Federação Sueca de Desportos Motorizados para colmatar défices anteriores, uma prática agora travada pelos auditores.
A situação financeira originou a demissão de Peggy Dicksdotter Hermansson e Janne Rydh dos órgãos sociais da empresa e da federação desportiva, criticando a gestão de recursos e a afetação de verbas federativas a uma única modalidade em detrimento das restantes. Com as saídas registadas, Anna Nordkvist permanece como o único elemento no conselho de administração.
As dificuldades económicas agravaram-se após o fracasso nas negociações com um consórcio de investidores locais para a venda da estrutura, em setembro, devido a divergências e novas revelações sobre as contas. Paralelamente, apoios financeiros atribuídos pelo município de Umeå, avaliados em cerca de 14,5 milhões de coroas anuais, foram utilizados de forma antecipada para liquidar encargos pendentes da edição anterior.
Apesar da inclusão oficial no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis para o próximo mês de fevereiro de 2027, a sobrevivência a longo prazo da prova permanece incerta, exigindo uma reformulação profunda na gestão para garantir a sustentabilidade económica apontada pelo jornal Värmlands Folkblad.









