Sabendo que a grande mudança de regulamentos só terá lugar na Fórmula 1 para 2022, seja como for no próximo ano, há alterações sensíveis, que convém ter consciência. As mudança são subtis, mas ainda assim pode ter efeito na performance dos carros, pelo que a correlação de força vista em 2020 pode mudar de algum modo em 2021.
As cópias que a Racing Point fez do Mercedes de 2019 serão proibidas, não vai ser possível utilizar scan 3D ou outras formas para copiar peças, ainda que a Aston Martin mantenha o monolugar deste ano da Racing Point, o RP20, que se baseou quase inteiramente no Mercedes de 2019.
O DAS da Mercedes foi banido, sistema onde os pilotos puxavam o volante e em reta tinham mais velocidade de ponta, sendo o sistema também importante no aquecimento dos pneus, com os Mercedes a fazê-lo mais rapidamente que os adversários graças a esse sistema.
A FIA vai introduzir um segundo medidor do fluxo de combustível, que tanta celeuma deu em 2019 com a Ferrari, impedindo dessa forma com maior grau de segurança, fraudes com o sistema. O que sucedeu com a Ferrari, que nunca se esclareceu oficialmente em termos públicos, será mais difícil de suceder.
O fundo plano dos monolugares vai ser menos complexo, deixando de ser autorizadas pequenas asas que têm efeito aerodinâmico. O intuito tem a ver com a redução de apoio aerodinâmico, que será menor sem essas asas no fundo do carro, falando-se numa perda de cerca de 10% de apoio aerodinâmico, algo que como é natural, vai ter efeitos no desgaste dos pneus. A gestão de pneus, será, portanto, diferente em 2021. Outro ponto, este ‘fundo’ do monolugar podia até aqui ‘vergar 100 mm, passa a ser possível somente 8mm. O carro fica mais ‘duro’.
Os monolugares de F1 passam a pesar 749 Kg, sendo que a unidade motriz passa a pesar 150 Kg. O que isto significa, que as equipas têm que contar com mais 3 Kg na zona do motor, do que sucedia esta ano. Mais outra coisa que afeta o desgaste dos pneus traseiros. Contudo, a possibilidade de utilizar materiais de melhor resistência, melhora a fiabilidade.
Outro ponto importante é o teto orçamental, que será introduzido em 2021. As equipas ficam limitadas a gastar no máximo 145 milhões de dólares por ano, sendo o valor do limite de orçamento definido para 21 corridas. Cada corrida adicional aumenta o limite em 1 milhão de dólares e vice-versa. Este budget não inclui o orçamento de marketing, salários dos pilotos e os salários dos três principais executivos da equipa.
A pré-temporada estão agendados para os dias 2 a 4 de março, no Circuito de Barcelona-Catalunha em Montmeló, Espanha. Como os carros terão poucos desenvolvimentos em relação a 2020, a FIA optou por reduzir o número de dias de testes de seis para três.









