GP Eifel F1: Lewis Hamilton iguala Michael Schumacher

Por a 11 Outubro 2020 14:49

Finalmente chegou o dia em que Lewis Hamilton (Mercedes F1 W11) igualou as 91 vitórias de Michael Schumacher na Fórmula 1. O piloto inglês foi inicialmente surpreendido por Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11) que fez a pole a liderou a fase inicial da corrida. Mas o finlandês cometeu um erro quando liderava, Hamilton aproveitou e passou e Bottas desistiu poucos depois com problemas de motor. Este é o primeiro abandono de um Mercedes este ano. A partir daí só mesmo o Safety Car a 15 voltas do fim acabou com a margem que Hamilton já tinha construído, mas o inglês não deu hipóteses, venceu e igualou Schumacher.

Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda) partiu em terceiro e chegou em segundo em mais uma corrida solitária.

Grande luta de Daniel Ricciardo (Renault R.S.20), que partiu de sexto com Sergio Perez (Racing Point RP20/Mercedes) que arrancou de nono, pelo pódio, com o australiano a assegurar o seu primeiro pódio desde o GP do Mónaco de 2018. Primeiro pódio para a Renault desde a Malásia 2011.

Quinto lugar para Carlos Sainz (McLaren MCL35/Renault), depois duma boa corrida em que partiu de décimo. Sexto lugar para Pierre Gasly (AlphaTauri AT01/Honda) que realizou também uma boa corrida, depois de ter partido de 12. Charles Leclerc (Ferrari SF1000) foi sétimo, não conseguindo replicar a qualificação na corrida.

Hamilton tinha sido batido por Valtteri Bottas no início da corrida, mas passou o finlandês na volta 13 de 60 depois de Bottas ter falhado a primeira curva. Pouco depois, perda de potência no motor obrigou-o a desistir. A partir daí, Hamilton teve então uma corrida relativamente confortável até à sua vitória recorde #91, superando um reinício de Safety Car, que surgiu depois de de Lando Norris da McLaren se ter retirado na Volta 44. Hamilton bateu Max Verstappen por 4s, sendo que no pódio, Mick Schumacher, filho de Michael Schumacher, ofereceu um capacete do pai a Hamilton, deixando-o quase sem palavras.

Não foi só do lado de Hamilton e da Mercedes que houve alegria, já que do lado da Renault, Daniel Ricciardo ofereceu à equipa o primeiro pódio desde o GP da Malásia de 2011 e logicamente, desde que a equipa regresso à F1 em 2016.

Grande corrida de Pierre Gasly, no AlphaTauri, que foi sexto depois de passar Charles Leclerc (Ferrari), peto do fim da corrida. O monegasco conseguiu aguentar um super Nico Hulkenberg, que fez um belo trabalho em pista ao subir de 20º na grelha para o oitavo lugar depois de ter substituído Lance Stroll, que passou o fim de semana com problemas de estômago.

O top 10 ficou completo com os Haas de Romain Grosjean, que foi nono, conquistando os seus primeiros pontos da temporada, enquanto Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), reclamou a última posição pontuável., depois de ‘segurar’ o Ferrari de Sebastian Vettel atrás de si.

Pelo caminho ficaram Bottas, o Red Bull de Alex Albon, o Renault de Esteban Ocon, o McLaren de Norris e o Williams de George Russell, que foi eliminado por Kimi Raikkonen na Curva 1, naquela que foi o 323ª arranque de Grande Prémio por parte de Raikkonen. Quando via rádio, da equipa lhe disseram que “sabemos que não ligas muito, mas bateste um recorde…”. Nem respondeu…

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18 comentários

  1. *RPMS*

    12 Outubro, 2020 at 12:11

    Parabéns Lewis! Nem sabes a alegria que deste cá ao RPMS!
    Cumprimentos

  2. Pity

    12 Outubro, 2020 at 12:51

    E chegou, finalmente, o dia em que Hamilton igualou Schumacher, mas também o dia em que Ricciardo obteve o primeiro pódio com a Renault.
    Muitos pontos interessantes na corrida, com algumas surpresas… só não foi surpresa as estratégias malucas da Ferrari, colocar pneus duros no carro do Vettel, quando ninguém sabia o que aguentariam, impediu o alemão de chegar aos pontos. Eu sei que a ideia era que Vettel não voltasse a parar mas, como de costume, deu em erro, mas ficou bem perto de roubar o último ponto ao Giovinazzi.
    Hulkenberg recuperou até 8º, bom resultado para quem partiu de 20º, sem dúvida, até pela forma como caiu de paraquedas na equipa, mas teve cinco borlas, caso contrário, mesmo com boa estratégia,  não chegaria aos pontos.
    Tal como o ano passado, ao sentirem os seus lugares em perigo, tanto Grosjean como Giovinazzi, parece que renascem. Não sei se se aplicam mais, se é coincidência, o certo é que melhoram sempre que a temporada caminha para a fase final.
    As falhas mecânicas a aparecerem em dose tripla, coisa a que já não estamos habituados… e a maior vítima, foi o Bottas, que até “mostrou os dentes” na largada e fez um bom início de corrida.
    Há algo que deve mudar na situação de safety car: o tempo excessivo que ele fica em pista por causa dos pilotos dobrados. Hoje, até pelo local em que o Norris estacionou, acho que o virtual chegava, o problema é que o SC ficou umas duas ou três voltas a mais em pista, só para que os atrasados se desdobrarem!
    E agora… venha Portimão.

    • [email protected]

      12 Outubro, 2020 at 13:10

      A questão da dobragem dos pilotos aquando da entrada do safety car, parece-me ser pertinente e deveria ser repensada.
      Mais uma regra que precisa de ser reformulada.

    • JoaoLima

      12 Outubro, 2020 at 19:14

      Pity, concordo consigo em relação ao Grosjean chegar a esta altura e começar a aplicar-se mais (é o 3º ano consecutivo que o faz) mas não o Giovinazzi.
      É verdade que foi melhorando na 2ª metade da época passada mas será um crescimento natural por ser o ano de estreia (2 GP em 2017 não chegam para dar endurance). Neste ano, pelo que tenho visto, tem mantido um nível regular, à medida do que o Alfa-Romeo consegue dar, como se comprova pelo Kimi. Se é certo que marcou ontem 1 ponto, também já tinha feito 2 pontos logo na 1ª prova, pontos que foram os únicos da equipa até ao início da 9ª prova. Em corrida tem andado taco a taco com o Kimi, tendo mais pontos (3-2) e em qualificação está melhor (6-5). Talvez essa percepção resulte de só agora ter passado do Q3, enquanto o Kimi fê-lo por 3 vezes, mas das 8 que o Kimi não passou da Q3, o Giovinazzi ficou à sua frente por 6 ocasiões.
      Tudo isto esbarra sempre na limitação que o carro (ou o motor…) tem e nas vicissitudes de cada corrida como aconteceu nas 3 provas onde os Alfa pontuaram e que foram onde se registou maior número de abandonos.
      Cumprimentos e venha Portimão! (mal posso esperar para estar sentado na bancada Oeste 🙂 )

      • Pity

        12 Outubro, 2020 at 20:04

        Vou corrigi-lo num ponto: o Giovinazzi passou do Q1, chegou ao Q2, não do Q3, como disse. A Q3 é a que decide a pole.
        Quanto ao piloto, apesar dele até bater o Kimi e o carro ser mau, ainda não lhe vi nada de extraordinário, é daqueles que não acrescentam nada.
        Boa estadia em Portimão! Eu vou estar no sofá, como habitualmente :):

        • JoaoLima

          12 Outubro, 2020 at 23:53

          Claro que é Q1, não sei onde fui buscar Q3…
          Apenas debati o facto de não achar que ele tenha começado a aplicar-se mais agora, como o Grosjean tem feito amiúde, porque de resto concordo consigo, é um piloto que não faz diferença, apesar de também não deslustrar. Estar ou não, não se nota…

    • asfalto

      12 Outubro, 2020 at 20:23

      Muitos pontos interessantes, menos a corrida.

      • Pity

        12 Outubro, 2020 at 20:58

        Claro, para si, se for o Hamilton a ganhar, não é interessante, já todos sabemos.

        • asfalto

          12 Outubro, 2020 at 22:08

          A Pity vai-me dizer que não gostava mais de ver vitorias do Hamilton com grandes disputas pela vitoria. Eu gostava.

          • Pity

            12 Outubro, 2020 at 23:14

            Gostava, mas eu não olho só para o vencedor. Quando não há luta pela vitória, foco-me nas lutas pelas posições secundárias, e ontem existiram muitas lutas interessantes. E digo-lhe mais, fiquei mais contente com o pódio do Ricciardo, do que com a vitória do Hamilton, precisamente porque houve luta e incerteza até final (e ele já merecia), enquanto que, para Hamilton, vencer é normal, só é notícia quando não vence.

          • asfalto

            13 Outubro, 2020 at 13:10

            Pelo menos recunhece um palmares fácil para o Hamilton. Quanto ao resto é como se diz, quando não há pão até as migalhas vão, até eu as tenho comido.

  3. Speedway

    12 Outubro, 2020 at 17:59

    E se calhar vai ser em Portugal que se vai tornar o mais vitorioso de sempre.
    Mas este tem sido, de longe, o campeonato mais facil dele, nunca esteve tão à vontade. O companheiro erra com fartura e não resiste à pressão, embora eu também pense que o carro dele não será totalmente igual ao do inglês, e o outro rival, o Max, não tem cavalos para mais. A Ferrari caiu com estrondo num buracão.Tudo muito, demasiado, fácil.
    Mas a História vai sendo feita e no futuro ninguém se vai lembrar.Apenas os números ficam.

    • Luis augusto

      12 Outubro, 2020 at 22:57

      Ok, também acho que este ano pelo menos parece ser tudo muito fácil para o LH.
      O Schumacher ganhou 5 campeonatos seguidos entre 2000 e 2004 , e durante os anos 2001 a 2004 ele andou praticamente sózinho lá na frente ,tinha o melhor carro sim ,mas também era o melhor piloto.Já sigo a F1 a muito tempo,e acho que se tivesse de dizer qual é o melhor piloto de sempre diria que existem pelo menos 10 pilotos que estiveram sempre acima da média ,e sem duvida que o Hamilton e o Schumacher estão entre esses 10.

    • aguia25

      13 Outubro, 2020 at 0:39

      Concordo, um tem o número 77 e o outro 44!

  4. Frenanda_Afondo™

    13 Outubro, 2020 at 6:06

    Parabéns Lewis! Nem sabes a alegria que deste ao meu “afilhado”, da família dos Afondo!
    Foi festa Rija toda a noite no Trumps ele e os amigos!…
    Festa Rija, entendem?…😉😉😉😂🤫

    • *RPMS*

      13 Outubro, 2020 at 9:36

      Seja bem aparecido, caro RPMS!!!! Estava a ficar preocupado com o meu prezado amigo!… É que andava muito caladito.. Talvez a engolir em seco (com a notícia, claro…) sem conseguir parar, não? E com outro comentário de alto nível, como é seu hábito de há anos a esta parte, publicado às 6h00 da manhã, no fim de mais uma noite de “trabalho“, heim? Essa vida de padeiro, sempre a provar cacete quentinho pela noite dentro, deve ser dura, não RPMS? Só para esclarecer a nossa curiosidade – lá pela “padaria” só o conhecem por Frenanda, ou também por RPMS? Digamos que o primeiro, o travestido, é mais apropriado, não?… Mais uma vez as minhas felicitações por esta vitória do seu estimado Lewis!

      Cumprimentos

      PS – Vá dando notícias do prezado Alonso… É que esse de repente também ficou caladito… Também anda a trabalhar de noite?

      • Frenanda_Afondo™

        13 Outubro, 2020 at 10:16

        Mas você tem alguma coisa a ver com o meu “afilhado”?
        Porque motivo se intromete tanto nos assuntos da família Afondo?
        E essa paranóia em que você já vê esse tal de RPMS em todo o lado…
        Por favor, resolva lá os seus assuntos com o tal RPMS e deixe a família Afondo em paz!…
        Que sujeitinho tão traumatizado 🤫🤔🤔🤔🤫

  5. ligier

    13 Outubro, 2020 at 9:03

    Hamilton a fazer o que compete com o melhor carro … ganhar. O pobre Vettel voltou a ser tramado … Vettel rabbit. Aqueles pneus duros não aguentam tantas voltas. Aliás esta nova safra de pneus que a F1 usa não ajudam em nada o espetáculo. Os macios duram pouco os duros perdem toda a aderência quando acabam. Percebo o objectivo de lhes dar consistência durante o período de vida mas quando acabam é de vez e os pilotos trem de trocar se quiserem manter-se em pista. Sei que já não é possível ganhar corridas gerindo os pneus porque agora é sempre a fundo ou quase. Os tempos dos Laudas e Prost já lá vão. Mesmo assim é um exagero o rendimento dos pneus … é tudo ou nada. Voltem Goodyear e Michelin.
    Renault muito bem Ocon nem parece o mesmo. O Kimi está desastrado e a precisar de ir jogar Suecas. Gostei também do Hulkenberg merece claramente um lugar na F1 gostava de o ver num Red Bull a mostrar o que vale afinal, o Albon.

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