Quem esteve atento ao Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 e seguiu toda a questão que decorreu do ‘encosto’ perto da entrada do pitlane do Haas de Kevin Magnusssen, o consequente Safety Car que se seguiu, e os erros da Mercedes e Alfa Romeo percebeu, mais tarde que a Mercedes teve segundos para reagir, e Lewis Hamilton entrou nas boxes, enquanto a Alfa Romeo cometeu o mesmo erro, mas com quase uma volta de diferença. A situação foi igual para todos, mas com janelas de tempo bem diferentes, sendo também verdade que fechar o pitlane é muito pouco habitual e por isso as equipas foram surpreendidas. A maioria já tinha dito aos seus pilotos para ‘entrar’, e no momento em que o Safety Car foi despoletado, Hamilton liderava a corrida e era o piloto mais próximo da entrada do pit lane. 12 segundos foi o tempo que a Mercedes teve para avisar Hamilton, mas demorou 23 segundos. Neste particular a Red Bull e a Ferrari estiveram bem, avisaram Max Verstappen e Charles Leclerc 18 segundos depois do Safety Car ter sido despoletado. A Alpha Tauri demorou 16.
A Alfa Romeo teve 75 segundos e não impediu que Giovinazzi fosse penalizado. A Williams demorou entre 75 e 107 segundos a avisar os seus pilotos. A Haas, 53. Será que está aqui um exemplo onde a quantidade de elementos que cada equipa tem a trabalhar durante um Grande Prémio fez diferença? Há um número máximo na pista, mas na fábrica estão muito mais, para quem pode. Será que este é um exemplo em que teto orçamental equilibra a balança? A margem nunca se fechará, porque os melhores em tudo, pilotos, engenheiros, etc, etc, estarão sempre nas melhores equipas, mas há-de fazer alguma diferença…










