Charles Leclerc revelou publicamente a sua tristeza por ver a Ferrari no 15º e 17º lugares no segundo treino livre do GP da Bélgica de Fórmula 1.
1.317s, foi a diferença do melhor Ferrari face ao registo conseguido em 2019 nesta mesma pista, quando a Ferrari liderou a sessão, antes do monegasco assegurar a pole position e posteriormente conquistar a sua primeira vitória, Charles Leclerc admitiu estar “triste” ao ver até que ponto a Scuderia caiu.
No que tem sido uma temporada difícil para a Ferrari, os tempos por volta de sexta-feira em Spa-Francorchamps são maus demais para ser verdade. Leclerc terminou a 1,696s do ritmo de Max Verstappen (Red Bull) em 15º lugar no TL2, e apenas 0,023s acima dos Williams de George Russell, enquanto Sebastian Vettel esteve ainda pior. O tri-vencedor de Spa foi 17º, apenas 0,091s à frente do segundo Williams de Nicholas Latifi.
“Foi um dia muito difícil. É uma surpresa estar tão atrás, especialmente no TL2. Tentámos muitas coisas no TL2. No início tentei algo bastante agressivo nos níveis de downforce, não resultou. Falta-nos ritmo, precisamos de trabalhar arduamente para recuperar, mas não espero milagres para este fim-de-semana. Não me sinto bem e é triste ver a Ferrari tão em baixo”, disse Charles Leclerc, “mas como sempre, o nosso trabalho como pilotos é dar o nosso melhor e é exatamente isso que estou a tentar, e o que Seb está a tentar, fazer no carro”.
Embora as questões relativas à unidade de potência da Ferrari sejam evidentes, é o equilíbrio do SF1000 que mais preocupa os pilotos da equipa, com Vettel a qualificar o carro de “complicado”, uma vez que tanto ele como Leclerc acabaram por ser confortavelmente ultrapassados pelos Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen, que também têm motores Ferrari, no segundo treino livre, com Leclerc a 0,579s do tempo (13º) de Giovinazzi.
“O carro estava difícil e complicado de guiar, por isso estamos à procura de opções com a configuração. Tentámos muito esta tarde, mas [precisamos] de reiniciar e tentar algo diferente. Tenho a certeza de que amanhã (hoje) será um pouco melhor”.
“Foi sobretudo um problema com o equilíbrio. Estamos realmente a lutar com o equilíbrio do carro, por isso precisamos de tentar compreender o que podemos fazer melhor. Neste momento, é bastante imprevisível. Mas penso que no ano passado, e também antes do ano passado, houve sextas-feiras muito difíceis e conseguimos chegar a uma solução ao sábado, e é para isso que estamos a trabalhar. Portanto, esperamos poder vir com uma solução”, disse Leclerc.











