Um furo na roda dianteira esquerda do Mercedes de Lewis Hamilton, na última volta do Grande Prémio da Grã-Bretanha quase dava a vitória a Max Verstappen. Muitos pensaram de imediato que se a Red Bull não tivesse mandado o holandês às boxes para que este pudesse ir buscar a volta mais rápida, mas a verdade é que a Red bull não adivinhava o que se ia passar e que isso lhes iria custar a oportunidade da vitória.
Christian Horner admite que o seu piloto poderia ter sofrido o mesmo destino de Hamilton e Bottas, revelando que o pneu dianteiro-esquerdo do monolugar do holandês tinha uma “ranhura profunda”. Verstappen já tinha beneficiado de um furo no Mercedes de Valtteri Bottas na volta 50 das 52 da corrida, permitindo que o holandês subisse para o segundo lugar. Mas a Red Bull também ficou preocupada que Verstappen pudesse estar também em risco de furar e também por isso equipa trouxe-o às boxes aproveitando para tentar também a possibilidade do ponto bónus da volta mais rápida.
Mas quando Hamilton sofreu o seu próprio furo na última volta, Verstappen aproximou-se e cruzou a linha apenas a 5.856s de Hamilton. Se houvesse mais uma volta, o inglês seria facilmente passado. Será que foi uma má decisão da Red Bull? “O Max estava a ficar preocupado com as vibrações”, explicou Horner sobre a decisão de trocar pneus no carro de Verstappen. “Vimos o furo do Bottas e pudemos ver que tínhamos também uma grande ranhura no nosso pneu, por isso, optámos por fazer aproveitar a margem e tentámos ainda obter o ponto para a volta [mais rápida] também. E o pneu que saiu do carro do Max tem na verdade uma ranhura profunda e muitas lacerações também, pelo que não havia garantias de que teria chegado ao fim da corrida”.
Verstappen mostrou-se frustrado via rádio, após a bandeira de xadrez, mas pouco depois foi mais ‘político’: “Podia ganhar, mas também podia furar e depois perdia muito mais. Aí é que está, é fácil dizer depois que se deveria ter continuado, mas quem imaginava que ia suceder o mesmo ao Lewis? Com que frequência é que isto acontece? Por isso, não me arrependo de nada, penso que tomámos a decisão certa. Mas como disse, depois é fácil falar. Na altura, sentimos que essa era a decisão certa e continuo a pensar que foi a decisão certa. Não estou chateado ou desapontado por ter sido segundo, pois em condições normais teria sido terceiro”, concluiu.













