Depois de termos ontem falado do que a FPAK tem previsto para os ralis e TT em termos gerais, relativamente ao público e super especiais, por exemplo, hoje revelamos outras medidas que devem ser implementadas quando for possível à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, retomar as provas dos Campeonatos de Portugal, campeonatos Regionais e outros.
Logicamente, a FPAK, planeou juntamente com o Governo, um conjunto de normas e procedimentos que terão de fazer parte do dia a dia de todos os que tiverem algum tipo de relação com os desportos motorizados, público incluído. Todas as medidas estão de acordo com as diretrizes da Direção Geral de Saúde, e que a FPAK apresentou oportunamente ao IPDJ, de forma a que seja garantida a segurança e todas as questões sanitárias dos eventos.
Os equipamentos mais utilizados serão, naturalmente, os EPI (Equipamentos de Proteção Individual), leia-se, máscaras, luvas, viseiras, alcóol gel, desinfetante, etc. A primeira coisa que todos os envolvidos nas provas terão de respeitar é o distanciamento social. Será a chave de tudo isto. Todas as áreas das provas terão novas regras tendo em conta a época que vivemos, significando isto que terá sempre de haver frascos de álcool gel para desinfeção regular, fácil acesso a lavatórios, e respetivos acessórios para que as pessoas possam muito mais vezes do que seria habitual, protegerem-se. Irá ser necessária uma maior assiduidade dos serviços de limpeza e desinfeção.
De resto, as verificações documentais, técnicas, intermédias e finais, serão alvo de fortes alterações, não haverá ajuntamentos, num sistema que naturalmente se vai processar de forma mais lenta que o habitual, especialmente as duas primeiras.
Os parques de assistência, como já referimos, serão vedados, havendo controlo nas suas entradas e saídas, as equipas estarão mais espaçadas, todos vão ter que andar de máscara ou viseira e os locais serão fortemente vigiados. Conferências de imprensa e Briefings, a FPAK desaconselha, de modo a evitar ajuntamentos, o mesmo sucedendo com as cerimónias de partida e chegada.
Nas especiais (ralis) ou Setores Seletivos (TT) vai haver uma atenção especial com os controlos horários, passando estas zonas a ser ainda mais isoladas do público, provavelmente ao ‘estilo’ WRC.
A isto acresce algumas dúvidas dos organizadores, como por exemplo revelou Nuno Loureiro (CAMI): “Não sei como vamos controlar as nossas equipas no terreno, há situações muito difíceis, como por exemplo, se não puder colocar pessoas nos mesmo quartos, e o que significa isso em termos de orçamento. Como é que vou alimentar as pessoas? Estou muito preocupado como é que vou colocar a prova no terreno. É uma situação tão adversa que nós precisamos de saber é como é que nós vamos trabalhar com todos os voluntários, logisticamente dar a volta a isto. Tenho dado voltas à cabeça e esse é o meu maior drama”, disse Nuno Loureiro (CAMI).











