De acordo com o editor dos desportos motorizados da Auto Motor und Sport, Michael Schmidt, os meios de comunicação devem estar presentes nas corridas sem adeptos, mas Schmidt avisa que as emissoras de televisão podem ter de aceitar o facto de talvez não estarem presentes nas corridas.
“Imagino que a única fonte de informação para os repórteres ao redor do mundo será apenas um sinal de televisão global. Eles vão poder mostrar-nos o que lhes apetecer. Isso seria uma violação dos direitos da imprensa livre no mundo.”
“Quero recordar que em Melbourne houve um mecânico infetado, não um jornalista, fotógrafo ou operador de câmara. Podemos ser testados como qualquer chefe de equipa, engenheiro ou piloto.”
“Quando estou lá como repórter, posso ver se a realidade bate certo com a imagem da televisão, e tenho uma chance de investigar contradições no momento. Se estou em casa, estou dependente da informação e de quem está envolvido.”
Por fim, Schmidt afirmou que a Fórmula 1 pode estar em apuros se a comunicação for deixada às equipas e aos pilotos.
“As mensagens de agora são muito tristes. O pior são as conferências, onde as questões são submetidas antes. E as publicações efetuadas nas redes sociais são banais. Esta prática pode continuar após a pandemia. A comunicação social está neste momento a fazer o melhor para fornecer informação e histórias aos adeptos, e todos os que querem correr à porta fechada têm de se lembrar disso, caso contrário, as bancadas podem ser abertas, mas permanecerem vazias.”










