Um dos pontos bem interessantes do próximo Mundial de Ralis passa pelas trocas de equipa que tiveram lugar ao mais alto nível e isso pode baralhar bem a competição. Tendo em conta o que se tem visto Ott Tanak fazer nos últimos dois anos, especialmente este, não ficam muitas dúvidas que em termos de velocidade já não fica a “dever nada a ninguém”, pelo que a sua passagem para a Hyundai deverá retirar-lhe um pouco de competitividade nos primeiros tempos, já que terá de passar pelo necessário período de adaptação ao carro e à equipa.
O mesmo se passará com Sébastien Ogier e Elfyn Evans na Toyota. Logicamente, uma nova realidade para ambos significará algumas dificuldades, pois a este nível é muito provável que as coisas possam não sair perfeitas à primeira.
De qualquer forma, a categoria dos três pilotos referidos vai permitir ultrapassar muitas etapas, subir degraus dois a dois, e não é de admirar que os três surjam de imediato na frente do primeiro rali. Convém também lembrar que o Monte Carlo é uma prova muito específica, e o que ali se vê não seve de bitola para o resto do campeonato. Há um ano, foi a Citroën que venceu, por intermédio de Ogier.
Curioso será perceber quem se vai adaptar mais depressa à sua nova equipa. Ott Tanak à Hyundai ou Sébastien Ogier e Elfyn Evans à Toyota?
Não é novidade para ninguém que o Hyundai i20 WRC, não é um carro fácil. Veja-se o que passou Andreas Mikkelsen com ele. E o norueguês é um bom piloto. Por isso, será engraçado perceber quando Tanak fará jogo igual com Thierry Neuville, que arranca em 2020 com essa vantagem face ao novo colega de equipa. Quando ela se irá esbater é um tema interessante.
Este será um duelo muito curioso de seguir, sabendo-se que Neuville nunca ‘perdeu’ (nos últimos anos) para um colega de equipa, na Hyundai. Mas também nunca teve um tão forte quanto Tanak. Sébastien Loeb não conta, porque só faz algumas provas.
Do lado da Toyota, também será interessante perceber se o que se viu da equipa este ano era muito mais atribuível a Ott Tanak, ou o carro é mesmo o que parece ser. Muito bom. Se for, então vamos ter um WRC 2020 pelo menos tão interessante quanto o foram estes dois últimos anos, pois ou muito me engano, ou vamos ter não três, mas quatro galos para um só poleiro…









