A Ferrari esteve longe da luta pela vitória no GP dos EUA, quase parecendo que estávamos de regresso ao carro que Sébastian Vettel e Charles Leclerc tinham ao seu dispor antes da atualização de Singapura. O alemão abandonou com uma suspensão partida, ao passo que o monegasco rodou muito aquém do ritmo dos três primeiros, tendo terminado a cinquenta e dois segundos de Bottas, apesar de ter adoptado uma estratégia semelhante à do vencedor.
Resta saber se a prestação paupérrima da Ferrari em Austin foi apenas um episódio isolado ou se é o início de uma nova tendência que se reflicta em 2020.
É verdade que esta pista não era a melhor para o SF90, exceção feita à longa reta, mas o compromisso aerodinâmico devido ao sinuoso traçado da primeira metade da pista pode ser a razão para o fraco andamento da Ferrari.
Contudo, Mercedes e Honda juntaram-se a Max Verstappen, piloto da Red Bull, e também deixam no ar acusações à Ferrari. Em Austin, relativamente às suspeitas da enorme vantagem de potência da Ferrari, a Red Bull-Honda solicitou um esclarecimento da FIA sobre as medições de fluxo de combustível.
De repente, e por coincidência ou não, a principal vantagem do motor da Ferrari pareceu desaparecer: “Já discuti os dados”, disse o chefe da equipa da Mercedes, Toto Wolff. “A velocidade máxima da Ferrari foi completamente diferente das corridas anteriores, mas não sei se isso se deveu à diretiva da FIA, ou a outros problemas. Não sabemos o que a Ferrari está a fazer, obviamente”, concluiu.
Uma explicação semelhante tem o director técnico da Honda, Toyoharu Tanabe: “Se você olhar puramente para a velocidade, a diferença para a Ferrari foi menor do que em corridas anteriores. Isso ficou claro,” disse o japonês citado pelo Formel1.de. “Mas não sabemos se isso se deve apenas ao motor ou também ao chassis. Tanabe é de opinião que a situação vai ficar mais clara nas próximas semanas, “Precisamos dos dados do Brasil e Abu Dhabi. Então saberemos mais…”










