Daniel Ricciardo terminou a qualificação no oitavo lugar, mas a informação da direção de Corrida para os comissários Desportivos relativa a uma infração de Daniel Ricciardo não augurava nada de bom para o piloto da Renault, com a desqualificação dos resultados da sessão a confirmar-se horas mais tarde, depois de ter sido descoberto que o australiano tinha ultrapassado o limite de potência na MGU-K, na Q1 da qualificação.
A MGU-K faz parte do sistema de recuperação de energia de um F1, e converte a energia gerada durante a travagem, em energia elétrica, que pode depois ser utilizada diretamente na transmissão. As equipas estão limitadas a 120kW desta energia elétrica – equivalente a cerca de 160 cv – na pista.
Mas depois de ter sido decidido que Ricciardo e a Renault tinham excedido esse limite – e depois de um representante da Renault ter sido chamado aos Comissários Desportivos para discutir o caso – Ricciardo viu-se excluído da qualificação. Os Comissários ainda não confirmaram se Ricciardo irá iniciar a corrida do pitlane ou da parte de trás da grelha.
“Ficou estabelecido na audiência, sem qualquer dúvida, na opinião dos Comissários Desportivos, que o concorrente excedeu o limite de fluxo de potência MGU-K permitido pelo Anexo 3, de acordo com o Artigo 5.2.2 do Regulamento Técnico da Fórmula 1 de 2019”, lê-se no relatório dos Comissários. “O método pelo qual este limite é regulado é bem conhecido e compreendido pelas equipas. Nem o facto de o carro ter ultrapassado o limite nem a metodologia pela qual é policiado foi contestado pela equipa. Os Comissários Desportivos ordenam assim a desqualificação do Carro #3 dos resultados da Qualificação.”
A Renault reagiu a dizer que não tencionava recorrer da decisão: “Renault F1 Team reconhece a decisão dos Comissários Delegados da FIA de desqualificar Daniel Ricciardo da sessão de qualificação do Grande Prémio de Singapura de F1 depois de ter beneficiado de uma vantagem medida a um micro-segundo devido a uma pancada num corretor, facto que levou o seu MGU-K a entrar em sobre-regime, naquela que foi a sua volta mais lenta do Q1. A decisão não será passível de recurso.”
Logicamente, num Circuito como o de Marina Bay, onde a posição na pista é crucial, a penalização deverá significar um longo e ainda mais duro Grande Prémio de Singapura de F1 para Ricciardo, enquanto a Renault também terá bem menos hipóteses de lutar com a McLaren, uma vez que procura perseguir a vantagem de 18 pontos dos homens de Woking na classificação dos construtores.











