Mattia Binotto é agora o centro das atenções na Ferrari. O novo chefe da equipa tem como responsabilidade supervisionar toda a operação e tem enfrentado um começo de ano algo atribulado.
Gerhard Berger teme que a Scuderia esteja a sobrecarregar o novo chefe de equipa, tirando o foco de onde ele é de facto muito bom (a parte técnica) para lidar com situações de âmbito mais politico ou desportivo:
“O normal com a Ferrari é alguém assumir a responsabilidade e ter toda a responsabilidade”, disse ele ao Motorsport.com. “Porque quando olhamos para a Red Bull, temos o génio Adrian Newey. Você tem um muito capaz [chefe de equipe] Christian Horner e temos o tubarão Helmut Marko.”
“Depois temos a Mercedes: Toto [Wolff], muito capaz também. Temos o génio do lado do motor, Andy Cowell. E temos o Niki [Lauda],que infelizmente não está aqui agora.
“Na Ferrari vemos apenas Binotto. Eu não sei se isso é suficiente.”
“Eu acho que Binotto é um óptimo técnico. É importante que ele não use muito tempo para discussões políticas ficando sem tempo para aquilo em que ele é realmente bom. ”
O austríaco aproveitou para relembrar os tempos de Michael Schumacher na Ferrari onde também aí se viu uma repartição de poderes:
“Quando ele [Schumacher] foi para a Ferrari disse: ‘Ross, vem comigo, Rory, vem comigo’. Nisso ele era muito bom, e nisso ele tem uma vantagem sobre Sebastian [Vettel]. Michael foi fantástico em recrutar pessoas para sua equipa.
“Mais uma vez tínhamos três pessoas: tínhamos o Rory [Byrne] , o génio da época, tínhamos o Ross [Brawn], e o Jean Todt, que lidava com o lado político e os regulamentos. Eu só não sei quem vai assumir determinados papéis na Ferrari, porque se estiver tudo com o Binotto, vai ser um fardo muito pesado.”









