Esapekka Lappi despoletou uma situação
no Rali do México que se pode tornar mais complicada. O finlandês
da Citroën saiu de estrada, ficou a bloqueá-la parcialmente e
embora vários pilotos tenham passado no local, com o navegador de
Lappi a avisar o perigo, a organização decidiu interromper a
especial e atribuir tempo nominais a quem já estava no troço.
Um
deles era Sébastien Ogier, que tinha furado antes da interrupção
da especial. Normalmente, os tempos atribuídos tentam seguir uma
lógica, atribuindo-se um registo do último piloto que realizou a
especial em boas condições. Muitas vezes isso é injusto, outras
nem tanto, mas são essas as regras. Mas no caso de Ogier, seria
sempre ganho porque já tinha furado antes da interrupção.
Finalmente, os organizadores
decidiram atribuir a Ogier um tempo 22,4s mais lento que Kris Meeke,
fazendo contas com o registo conseguido por Meeke e estabelecendo uma
ponderação para o caso de Ogier, e isso deixou atrás do piloto da
Toyota na classificação geral, a 1.3s. Ironicamente, Meeke furou
também na especial seguinte, perdeu muito tempo, afundou-se na
classificação, e Ogier retomou a liderança, mas há outro dado
importante.
É que ainda há a possibilidade de que o tempo de Ogier mude, pois os organizadores anunciaram que os tempos teóricos “estão sujeitos a revisão” depois da segunda passagem por Guanajuatito, que se corre ainda hoje. O que não disseram é se a revisão será em ‘baixa’ ou em ‘alta’, conforme o que virem na especial…









