Franz Tost queria a Q3 e os pilotos deram a Q3 ao chefe da Toro Rosso. As tão faladas melhorias no motor Honda pelos vistos resultaram e a equipa colocou ambos os carros no top 10 da qualificação ficando muito perto de Grosjean, o melhor piloto do “Campeonato B”.
Para Brendon Hartley foi uma qualificação excelente ajudada por uma pequena… mentira do seu engenheiro:
“Todas as sessões foram complicadas porque os correctores estavam molhados, e temos de ser muito precisos”, disse Hartley. “Na Q3, meu engenheiro disse-me que os Force India tinham melhorado o tempo, pelo que a pista estava boa. Eu olhei agora para os tempos e percebi que ele mentiu. Deu-me confiança de que o primeiro sector estaria seco e com boa aderência. Eu tinha que ter total confiança nele. A equipa fez um trabalho fantástico ao colocar-nos em pista na hora certa, sem erros de ninguém hoje.”
Para Pierre Gasly não foi a qualificação que o francês esperava mas ainda assim com um resultado positivo:
“Tive algumas oscilações nas passagens de caixa [no treino livres três] e fiquei com pouca potência”, disse Gasly. “Não pudemos testar as configurações de qualificação, então na Q1 eu estava sempre com menos potência e tentando recuperar volta após volta, mas no final não conseguimos rodar com motor tão agressivamente quanto o outro lado da garagem. Perdi duas ou três décimas na minha volta mais rápida, o que é mais ou menos a diferença em relação ao [Romain] Grosjean, pelo que P5 era possível. Mas P7 é a segunda ou terceira melhor qualificação da temporada para mim, por isso ainda assim estou feliz.”
A Toro Rosso deu um salto grande ao nível da performance, alicerçada nas melhorias da Honda. Falta entender se os problemas nas oscilações se vão manter ou se serão anulados, mas para já a perspectiva do futuro a curto prazo é optimista e a médio prazo também. Ainda é cedo para avaliar a real valia do novo motor mas o potencial está lá. Do outro lado está uma McLaren completamente afundada que no ano passado apontava o dedo à Honda mas que conseguiu uma vaga na Q3 e que este ano não teve argumentos para sequer sair da Q1.












