Os rumores da ida de Alonso para a Indy continuam a crescer cada vez mais. O anúncio da saída da F1 em 2019 criou ondas de choque um pouco por todo o lado e a IndyCar é aquela que mais tem lucrado.
Um tweet da IndyCar Series um dia antes do anúncio do espanhol, confirmando um suposto almoço, para além de ter deixado muitos com “a pulga atrás da orelha” pode ter sido um indício. Mark Miles, CEO da Hulman & Company que detém a IndyCar, afirmou que o acordo para entrada do espanhol poderá acontecer até ao final do ano.
Agora a Racer afirma que várias fontes apontam para um teste em Barber Motorsport Park com a Andretti. Alonso nunca testou um carro da Indy fora da oval de Indianápolis e nunca experimentou este novo kit aerodinâmico, pelo que poderá ser um teste decisivo para a decisão do piloto. Aliás, a Andretti parecia ser o destino do espanhol pois foi nessa equipa que fez a primeira tentativa de vencer a Indy 500, mas surge o problema Honda. A relação entre a marca nipónica e Alonso nunca foi a melhor e acabou mal, com o piloto a nem sequer aparecer num dos últimos eventos da marca onde, Button e Vandoorne marcaram presença.
Assim um dos destinos apontados para Alonso poderá ser a Harding Racing, equipada com motor Chevrolet, uma equipa nova que tem usado até agora apenas um carro mas que pretende aumentar a sua operação. Fala-se até de uma possível colaboração da Harding com a McLaren, que teria aqui a porta de entrada para a Indy e a Andretti que daria o apoio técnico, estando, com Michael Andretti a orquestrar toda a operação. Para já são apenas rumores mas onde há fumo…
Zak Brown nunca escondeu a vontade de voltar a colocar a McLaren em campeonatos de topo, sem ser a F1. Daí a experiência na Indy 500, que além de ter sido um “mimo” para Alonso, deixou a semente para o que poderá ser o futuro em 2019, contando também com o interesse em entrar no WEC com o novo regulamento proposto. Alonso poderia funcionar como um embaixador da marca nos vários campeonatos, tendo já mostrado capacidade de ser competitivo em vários cenários completamente diferentes. Iniciar uma aventura na Indy, com Alonso, poderia ser uma operação de marketing interessante, pois não faltarão marcas com vontade de se associarem ao nome do espanhol e por conseguinte à McLaren e esse impulso poderá ser importante para a equipa. A confirmar-se que a ida para a Harding, a equipa ficaria a lucrar com o forte apoio da McLaren e a Chevorlet também iria apostar forte, pois ver o seu nome associado a um piloto com a projecção de Alonso é uma oportunidade única. Numa fase em que a equipa de F1 atravessa uma fase negra, todas as formas de valorização da marca devem ser avaliadas e esta parece uma via possível e interessante, no mercado norte-americano, um dos mais apetecíveis.
O mesmo é válido para a possível entrada no WEC, que a confirmar-se, teria em Alonso o piloto ideal para dar o impacto desejado a nível mediático (basta ver o efeito que a sua entrada teve no campeonato deste ano) o que colocaria a McLaren numa posição privilegiada desde início.
A McLaren não deu a Alonso um carro capaz de lutar pelo titulo de F1, mas talvez tenha aberto as portas para que possa deixar uma marca ainda mais alargada no automobilismo, o que seria benéfico para ambas as partes.










