Arranca hoje o Azores Airlines Rallye o ERC 2018, competição que perdeu alguns fortes protagonistas, mas que continua com um plantel forte. Bruno Magalhães vai à luta, Bernardo Sousa regressa e Ricardo Moura quer voltar a vencer em ‘casa’. Por tudo isto, antevê-se um grande rali…
Cabe uma vez mais à organização do Grupo Desportivo e Comercial a honra de abrir as hostilidades para um calendário europeu que inclui oito eventos, os mesmos de 2017, exceção feita à saída do Rally Rzeszow por troca com Rali da Polónia, ‘caído’ do WRC.
Para além de visitar a ilha de São Miguel, a série proposta pelo Eurosport vai também a Espanha (Las Palmas), Grécia (Acrópole), Chipre, Itália (Roma), Rep. Checa (Barum Zlin) e Letónia (Liepaja).
O Europeu de Ralis tem como mais fortes candidatos ao título, os ‘habitués’, apesar do tricampeão em título, Kajetan Kajetanowicz, não dever marcar presença regular devido a falta de apoios pois a Lotos ‘carregou’ Robert Kubica na F1. Pelo menos no arranque da temporada, a encabeçar a lista de apostas estão Alexey Lukyanuk e Bruno Magalhães, que, recorde-se, este em 2017 em luta pelo título até ao fim, igualando o resultado de Miguel Campos em 2003, quando foi vice-campeão.
O piloto de Lisboa, navegado por Hugo Magalhães inicia a época quase nos mesmos moldes do ano passado, apenas com a presença nos Açores garantida, mesmo se existem boas hipóteses de regressar às Canárias.
O português tem, contudo, agora a vantagem de estar muito mais familiarizado, não só com as provas mas sobretudo com o Skoda Fabia R5 da ARC Sport e por isso não vai “perder tempo” à procura dos melhores acertos, podendo assim aspirar a melhores resultados que, por sua vez, espera, viabilizem mais apoios e garantam a ida a muitos mais eventos, de modo a ser possível sonhar com o título.
A ‘lebre’ da série deverá, no entanto, voltar a ser o russo Lukyanuk, já famoso pelo impressionante ritmo que costuma imprimir às suas provas, que muitas vezes acabam em violentas saídas de estrada, e até mesmo nalguns erros de palmatória que acabam por comprometer os seus resultados.
Com o habitual Ford Fiesta R5 da H-Racing, o piloto tem vindo a melhorar a sua regularidade e, mantém a ambição de se tornar o primeiro piloto do seu país a conquistar um título naquele que é (foi criado em 1953), o mais antigo campeonato internacional da modalidade.
A competitividade do ERC 2018 viverá também, como é hábito, da valia e prestação dos pilotos locais nos países visitados e que no caso dos Açores tem, para além dos habituais pilotos do CPR, tem como ‘ponta de lança’ o micaelense Ricardo Moura que venceu este mesmo rali em 2016. Navegado por António Costa, o piloto da Além Mar estreia nesta participação um Skoda Fabia R5 e, se pode ter a desvantagem de não estar entrosado com o carro, vai compensá-la com a experiência do terreno e conhecimento perfeito das especiais.
Veja os artigos seguintes onde falaremos dos Outsiders, as categorias de apoio e do Campeonato dos Açores de Ralis.











