O início do ano foi relativamente pacífico para Nico Hulkenberg, no seu ano de estreia pela Renault. O alemão estabeleceu-se com facilidade como o nº1 da equipa, dado o fraco desempenho de Palmer durante a sua estadia na equipa francesa.
O britânico nunca mostrou capacidade para se fixar na F1 e as suas exibições deram uma pálida imagem do seu valor. Os constantes problemas técnicos e erros complicaram a vida a Palmer, mas não facilitaram a tarefa a Hulkenberg, que afirmou ter dado 100% no início da época e o facto de não ter concorrência interna não influenciou a sua prestação na primeira metade do ano.
“Seria pouco profissional se tivesse facilitado no início do ano apenas por me sentir seguro. Não acredito que teria conseguido fazer muito melhor do que fiz, caso tivesse um colega de equipa mais próximo de mim. “
O germânico admitiu ainda assim que sente que faz com Carlos Sainz uma dupla mais forte, que poderá ajudar a equipa a chegar aos seus objetivos:
“Estamos os dois a dar o máximo em prol da equipa. É melhor ter dois pilotos a puxar pela equipa do que apenas um. “
Carlos Sainz era um desejo antigo da Renault e chegou à equipa francesa, graças ao negócio McLaren/Toro Rosso/ Honda. O espanhol foi aposta para o último terço do campeonato, em que a equipa atacou o quinto posto, mas sem sucesso dada a falta de fiabilidade da unidade motriz da marca do losango. Sainz mostrou que pode dar muito mais do que Palmer conseguiu e será uma ameaça mais forte a Hulkenberg. É claramente uma das duplas mais fortes do grid e aquela que deverá proporcionar uma das lutas internas mais interessantes de seguir. Tanto Hulkenberg como Sainz procuram os primeiros pódios na F1, um objetivo partilhado pela equipa que quer este ano dar novo passo em frente e ameaçar de forma mais forte o top 5.













“as suas exibições deram uma pálida imagem do seu valor” [do Jolyon Palmer]. Não é verdade: as exibições do Palmer foram muito convincentes. Convenceram os que ainda não se tinham apercebido de que o rapaz não tem estofo para a Fórmula 1. Não tinha um mínimo de talento, não era consistente, não tinha velocidade nem ritmo. Uma nulidade, tal como o fora o pai no seu tempo (o Piquet Sr. dizia que o Jonathan Palmer era o pior piloto que tinha encontrado). Mas provavelmente ainda vamos ver o irmão, Will Palmer, na F1.
Estou convencido que o Hulkenberg vai fazer baixar muito a cotação do Sainz, mas a ver vamos…
Acho que vai ser o contrário. Pergunte ao Checo.