A carreira de Romain Grosjean chegou a prometer bem mais do que atualmente e embora se reconheça que é um bom piloto, nestes últimos dois anos tem deixado uma imagem de ‘queixinhas’. É verdade que quando não se tem o melhor carro, é fácil haver queixas, especialmente de um piloto que já andou bem mais à frente na ‘ordem’ das corridas (ano de 2013, por exemplo) mas com a entrada da era turbo híbrida foi sempre a descer. E a sua embirração com os travões do Haas têm dado que falar ao ponto da equipa estrear agora novos travões em Spa…
O franco-suíço demonstrou uma evolução notável desde 2012, quando sempre que havia um acidente num arranque a questão era saber tinha sido Grosjean ou Pastor Maldonado a despoletar toda a situação, e tem vindo a ser de grande utilidade para Haas F1 Team que se estreou o ano passado na Fórmula 1. Muito embora Kevin Magnussen tenha fortalecido esta temporada a estrutura, esta olha ainda o gaulês como o seu líder em pista. Por isso mesmo, chega a ser exasperante para quem ouve apenas como espectador as repetidas queixas de Grosjean acerca do seu carro, quanto mais para quem tem que ouvir incessantemente os seus lamentos e tentar que se acalme enquanto procuram uma solução para resolver o problema. O Campeão de 2010 da GP2 Series necessita de travões em que possa confiar para poder explanar a sua pilotagem e esse tem sido o problema da Haas F1 Team, que tem vindo a procurar inúmeras soluções para resolver os problemas de inconsistência durante a aplicação dos travões.
Com mais de um ano sem que uma solução definitiva tenha sido encontrada, Grosjean demonstra a sua frustração sempre que algo não lhe corre exatamente como pretende, lançando queixas monossilábicas para os ouvidos do seu engenheiro, o que acaba por aborrecer os membros da equipa, que por vezes já nem lhe respondem. Ainda assim, o francês estará em 2018 ao serviço da Haas, mas com Magnussen a manter igualmente o seu lugar, a sua posição na equipa poderá ficar enfraquecida perante tantos lamentos e a possibilidade de melhores resultados do dinamarquês à medida que vai ganhando confiança no seio da equipa de licença norte-americana.











Olha, era uma boa ideia meter-lhe uns travões brembo na lingua… Assim já não se podia queixar.
Pois é. Falar do “queixinhas” é fácil, mas experimente o Sr. Jornalista fazer toda a reta da meta de Monza a 340kmh, por exemplo, e chegar à barreira dos 150m (+/-) pressionar o pedal do travão e nada acontecer…. Que grande sensação deve ser! Eu percebo-o. Há que ter confiança no carro que se pilota para se ser rápido. Se cada vez que vai carregar no travão se está na dúvida se vai funcionar ou não, não há condições para pilotar nos limites.