Lance Stroll ganhou um balão de oxigénio com os resultados que conseguiu no Canadá e especial Azerbaijão, duas corridas em que aproveitou o melhor do seu Williams, a velocidade, para obter os seus melhores resultados até aqui, um nono lugar, na primeira vez que pontuou (Canadá) e depois um terceiro (Azerbaijão). Toda a gente sabe, não é segredo que o jovem canadiano testou em Austin depois da prova do Canadá, e ainda que o tenha feito dentro das regras existentes, Jacques Villeneuve é de opinião que não devia acontecer. Como se sabe, o Campeão do Mundo de 1997 se há uma coisa que nunca teve foi papas na língua, e goste-se ou não, ele diz sempre o que tem a dizer: “Ele está a rodear as regras e isso não é justo para os outros pilotos pois ele é o único que tem esse privilégio fruto do dinheiro que tem, mas eu acho que devia haver limites para o que o dinheiro pode comprar. E não sou só eu que penso assim” disse Villeneuve. É a sua opinião, mas o canadiano deixa claro, e isso é verdade, que nenhuma regra está a ser quebrada. Os regulamentos existem e o que se está a passar, não quebra qualquer regulamento, e quanto ao facto de Villeneuve alegar que devia ser posto um travão quanto ao que o dinheiro pode comprar, em que é que isso é diferente do facto de haver a disparidade que há em termos de orçamentos das equipas, a Ferrari, Mercedes e Red Bull, muitas ‘milhas’ na frente do resto do pelotão, que também se divide em vários escalões. Sempre foi assim no mundo do desporto, e sempre há-de ser a não ser que um dia se faça o que a NBA (Basquetebol norte-americano) faz há muito. Um teto orçamental. Uma equipa tem X para gastar, e pode gastar 80 por cento desse valor num só jogador, mas depois só lhe sobra 20% para tudo o resto. Portanto, Lance Stroll utiliza os trunfos que tem. Quem pode dizer que não faria o mesmo?









