Felipe Nasr está distante do mundo das corridas em 2017, mas não está completamente fora do radar, e prepara-se para voltar. O ex-piloto da Sauber disse que está próximo de voltar à Fórmula 1, onde diz ter tido dois ótimos anos, em que mostrou o seu talento. Nasr ainda se mostrou preocupado com o futuro do Brasil na categoria máxima de monolugares.
O brasileiro revelou que os seus representantes estão a negociar com várias equipas da F1 e um acordo para o ano que vem é apenas uma questão de tempo. Para além disso, diz ainda que está fisicamente pronto se precisarem dele num monolugar: “O meu empresário está a tratar disso, tem falado com equipas. É uma questão de tempo. Há muito interesse comercial por trás e temos de juntar várias coisas. Estou pronto para entrar num monolugar de F1 amanhã. Ganhei quase 3 kg de músculo”, disse.
Nasr falou também do GP do Brasil do ano passado, quando evitou que a Sauber terminasse o campeonato com zero pontos, acabando em nono e fazendo com que a sua equipa ficasse à frente da Manor e assim com direito a receber uma ‘gorda’ bonificação monetária. Para ele, uma abertura para avaliar como o seu tempo na F1 foi bom é a pontuação; em dois anos, Nasr fez 29 pontos [27 em 2015 e dois em 2016], enquanto o companheiro, Marcus Ericsson, alcançou apenas nove.
“Sei que aqueles pontos tiveram muito valor – e quanto trabalho eu tive para os conquistar. Se analisar-mos os números, tive dois ótimos anos na F1. A equipa estava a passar por condições difíceis enquanto eu lá estava, o que nunca é fácil para um piloto que quer mostrar o que pode fazer. Mas cada oportunidade que eu tive, aproveitei”, disse.
Nasr mostrou ainda preocupação com o momento do Brasil na F1, destacando a história que o país tem, com oito títulos mundiais. Apenas um piloto brasileiro está no grande circo, Felipe Massa, que não ficará por muitos mais anos. Após Massa, e tirando o próprio Nasr, nenhum piloto brasileiro está perto de ingressar na F1.
“Claro que é uma preocupação. Também estou preocupado pela geração mais nova, porque o Brasil tem um grande espaço na história da F1. Não podemos deixar esse legado acabar. Estou certo de que o país também vê desta forma. Não deveríamos parar de encontrar novos pilotos que possam subir até à F1”, terminou.








