A derradeira etapa do Rali da Argentina incluía os pisos demolidores da especial de Mina Clavero (22,6 kms) e a famosa descida de El Condor (16,3 kms) que voltava a servir de Power Stage e foi nestes troços que se desenrolou o derradeiro combate entre Elfyn Evans e Thierry Neuville, com o belga a desferir logo no início do dia mais um golpe certeiro enquanto Evans fazia metade da primeira especial do dia sem travões! À entrada para o último troço, a vantagem de Evans que chegou a ser de 1m02s resumia-se a uns ténues 0,6s!
Só que o piloto da M-Sport também não virou a cara à luta e no primeiro parcial intermédio estava a ganhar tempo ao homem da Hyundai, vindo no entanto a completar a especial com mais 1,3s do que Neuville e a falhar a vitória por 0,7s. Um final à Hitchcock, que no final do Rali da Argentina foi a terceira margem mais curta de vitória na história de quatro décadas do WRC. Após 357,59 kms cronometrados, apenas 0,7s separavam os dois primeiros classificados, um registo só superado pelos 0,3s com que Marcus Grönholm (Ford Focus) bateu Sébastien Loeb (Citroën C4) na Nova Zelândia em 2007, e pelos históricos 0,2s que separavam Loeb (Citroën DS3) e Jari-Matti Latvala
(Ford Fiesta) no final do Rali da Jordânia de 2011.
Estes foram os três eventos decididos por menos de um segundo já que no quarto lugar da lista surge o famigerado Rali de Portugal de 1998, onde Colin McRae levou o Subaru Impreza à vitória com 2,1s de vantagem sobre o Toyota Corolla de Carlos Sainz.
Foi a segunda vitória consecutiva de Neuville e a quarta da sua carreira no WRC, aumentando ainda mais a pressão sobre Ogier e Latvala, que sabem como as contas do campeonato poderiam ser ainda mais favoráveis ao belga sem os erros comprometedores nas duas primeiras rondas do ano. Evans igualou o seu melhor resultado no Mundial (já tinha sido 2º na Córsega em 2015) e terminou na frente dos seus dois companheiros na M-Sport: Ott Tänak, que voltou aos pódios, e Ogier, que por sua vez reforçou o avanço sobre Latvala no campeonato.











