Tiago Monteiro não tem dúvidas de que o espera uma temporada muito competitiva em 2017, apesar da Citroën não estar presente oficialmente: “As perspetivas são boas. O novo cenário vem reforçar a posição da Honda mas vamos ter pela frente uma oposição fortíssima, a começar pela Volvo, que evoluiu bastante durante os testes de inverno”, começa por salientar o piloto português. “A Citroën não está mas temos quase todos os carros que ela possuía na época passada, três deles muito bem guiados, sobretudo um deles, confiado a um piloto que é sempre muito forte, o Robert Huff, como já o mostrou nos testes conjuntos de pré-época. Há também que ter em atenção ao Mehdi Bennani e ao Tom Chilton, que estão numa estrutura diferente mas que são sempre candidatos a ganhar. Além disso, na minha equipa não me posso esquecer do Norbert Michelisz, que é sempre muito rápido”, salienta Tiago Monteiro. O piloto do Porto considera, ainda assim, que tem argumentos para discutir as vitórias e o título com um Honda Civic que foi alvo de várias melhorias: “Tivemos um inverno muito produtivo. Fizemos um bom trabalho. Há várias atualizações que foram introduzidas no carro, nomeadamente ao nível da aerodinâmica, ainda que o Civic, pela sua configuração de dois volumes, coloque sempre alguns problemas de arrasto”. “Há também ‘updates’ ao nível de motor, de amortecedores e suspensão, que considero serem melhorias importantes e que nos vão ajudar bastante em circuitos menos favoráveis. Vamos para Marraquexe, uma pista que nos tem sido favorável, mas depois teremos Monza, que já sei que será uma dificuldade e estou à espera que passemos um mau bocado lá”, referiu Tiago Monteiro.












