A Fiat Chrysler Automobiles e o CEO da Ferrari Sergio Marchionne querem voltar a ver a Alfa Romeo na Fórmula 1, e desta forma recuperar uma marca icónica. Numa entrevista à revista Auto, da FIA, Sergio Marchionne disse que “tenho em mente voltar a ver a Alfa Romeo na F1, porque acredito que é lá o lugar dela. Não sei como, mas é provável que vá acontecer. Do meu ponto de vista, estarmos a falar disto já é um bom sinal” começou por dizer o homem forte da Ferrari.
Recorde-se que a ligação entre as duas marcas começa ainda antes da fundação da Ferrari. Enzo Ferrari, antes de criar a marca e equipa com o seu próprio nome correu e geriu a Alfa Romeo. Os dois primeiros títulos da F1 foram ganhos pela Alfa Romeo; em 1950 Giuseppe ‘Nino’ Farina venceu com o 158, no ano seguinte foi a vez de Juan Manuel Fangio vencer com o 159, o famoso Alfetta.
Entre os anos 60 e 70 a Alfa Romeo fornecia motores, em 1979 regressou como construtor, mas sem grande sucesso e saiu em 1985. O regresso da marca italiana parece ser uma cruzada pessoal para Marchionne, “é vital! O compromisso que fizemos com a Alfa Romeo é uma das nossas prioridades no nosso plano a cinco anos. Não é segredo que a Alfa foi um dos projetos em que estive mais envolvido, quer a nível operacional quer a nível emocional. Foi uma das mais importantes da minha carreira, não só pelo valor da marca, mas pela oportunidade que representou. Dar uma voz à marca, restaura-la para a posição de lenda é moralmente imperativo”.
Marchionne acrescentou: “Nos anos mais recentes temos dado à marca os melhores recursos, incluindo talento e os nossos melhores conhecimentos. O que fizemos com o Giulia e mais recentemente com o Stelvio é a representação do que é o verdadeiro espírito da Alfa Romeo. O reconhecimento enquanto marca é algo que poucas empresas podem ter, hoje a Alfa está pronta para retomar o seu lugar de destaque”.
Em Maranello já o ano passado se tinha falado na hipótese do regresso da Alfa Romeo, “poderia ser uma incubadora de talentos italianos, existem poucos lugares e nós podíamos criar estes lugares com a Alfa Romeo”. A marca também poderá ser fornecedora de motores, substituindo a Ferrari, mas para já, nada disto é ainda certo. Mas que são muito bons sinais, disso ninguém duvide…
Rodrigo Fernandes




















Qualquer novo ingresso no campeonato de F1 seria bom caso significasse mais equipas, no entanto, neste caso, parece-me mais uma jogada de mercado, talvez aproveitar os motores Ferrari do ano anterior (ou evolução anterior) e baptizalos com o símbolo da Alfa numa equipa satélite.
Tal como fez a Red Bull com a Minardi, poderá passar por aqui a “salvação” da Sauber?
Não acredito muito na compra da Sauber embora actualmente exista essa possibilidade pois estão lá o Giovinazzi e os motores Ferrari ainda que spec 2016; o que me parece mais plausível é designar os motores das equipas cliente de Alfa-Romeo e colocar o emblema no respectivo capot-motor.
Cumps.
Como é que uma marca falida há muito tempo,que não tem dinheiro para mandar cantar um cego,quer vir para a F1 ?
Só pode cheirar a marosca à italiana.
Como equipa a Alfa merece-me contudo mais respeito que a Ferrari por exemplo, pois, pelo menos no passado, sempre jogaram by the book, embora com os maus resultados que todos sabemos.
LOL…