O processo foi longo, mas, sabe-se agora, Filipe Massa não tomou a sua decisão de regressar à F1 com grande facilidade. O brasileiro pediu garantias de que a Williams estava a desenvolver um bom carro e que seria valorizado neste regresso à F1, na equipa de Grove. Recorde-se que Massa foi contactado por Claire Williams logo depois da saída de Nico Rosberg da Mercedes, quando se ficou a perceber que seria Valtteri Bottas a substituir o alemão. Massa deslocou-se de imediato ao Reino Unido para discutir o que tinha corrido mal em 2016 e só depois de muita ‘conversa’, a decisão foi tomada: “Ela ligou-me e por isso falámos; apanhei um avião para Inglaterra para falarmos pessoalmente e discutir muitas coisas sobre a equipa, coisas em que eu acredito, algumas ideias da equipa que não funcionaram o ano passado. Foi uma conversa longa, tirei um pouco de tempo para ter as ideias 100% claras. Não foi apenas por mim, foi também por muitas coisas à volta – Mercedes, Valtteri (Bottas), comigo. Demorou algum tempo”.
No final Massa ficou convencido que era a escolha certa: “Segui o meu coração, segui as muitas mensagens que recebi dos adeptos, da minha família. Não recebi uma única mensagem a dizer para não continuar; segui apenas o meu coração, isto é o que eu amo, não estava totalmente preparado para sair, apenas quero fazer parte da grelha de partida. Em qualquer sítio que trabalhe tenho de me sentir importante, sentir que talvez consiga ser competitivo. Tomei esta decisão porque encontrei a possibilidade de continuar bem integrado nesta estrutura profissional”, disse o brasileiro, que como se perceber, precisou de ser convencido a ficar…
Rodrigo Fernandes











