Tendo em conta a crise por que passa a Ferrari, é natural surgirem rumores relativos à possível substituição do líder no terreno, Maurizio Arrivabene. No seio da imprensa italiana a palavra mais comum é a passagem de Mattia Binotto, atual diretor Técnico, para esse lugar, mas o jornal espanhol, a Marca escreve que Eric Boullier, que desceu um degrau na McLaren quando entrou Jost Capito, é outro nome referido como possível na Ferrari. Muito experiente, Flavio Briatore dá a sua opinião: “Marchionne está a investir muito na F1, mas a Fórmula 1 é um ‘bicho mau’ que se não conhecermos bem, engole-te. Todos os anos pensamos que para o ano é que é na Ferrari, mas não tem sido assim e não se trata de falta de dinheiro, isso não, eles têm tudo, mas a Ferrari tem as mesmas pessoas que há dois anos, mas quando alguém sai não é substítuído e os resultados são a consequência disso”, disse Briatore. O rumor Boullier é estranho, pois é bem mais lógica a passagem de Binotto para a liderança da equipa, já que, como se percebeu, Arrivabene não está a conseguir dar a volta ao texto. De qualquer forma, estas trocas são mais uma prova de que a Ferrari está algo perdida.
Recorde-se que no final de 2014 a Ferrari sofreu uma grande reestruturação com Nikolas Tombazis e Pat Fry a saírem. Nessa altura, Maurizio Arrivabene passou a ser o novo diretor da Gestione Sportiva e novo chefe de equipa e responsável pela gestão do novo Departamento Comercial de forma provisória. James Allison foi nomeado diretor técnico e interinamente, passou a dirigir as atividades de engenharia em pista, com dois italianos a reportar-lhe, nomeadamente Simone Resta (designer chefe) e Mattia Binotto (Diretor de Unidades Motrizes).
Já nessa altura, Sergio Marchionne, que tinha chegado a presidente nesse ano, disse que “cometemos demasiados erros este ano (2014). Por exemplo, Arrivabene é o nosso terceiro chefe de equipa este ano. Fomos bastante apáticos em 2014. O grande desafio para 2015 é mostrar que a Ferrari se está a reconstruir totalmente. A Ferrari não é uma equipa nada fácil de gerir, mas já estive à frente de algumas organizações tão complexas quanto esta e devemos ser claros: temos de sentir que pertencemos à equipa e acreditar que podemos dar a volta por cima em 2015. Nos meus cargos anteriores, 50% da avaliação do meu trabalho consistia em avaliar o desempenho das pessoas que coloquei em cargos importantes. Isso vai acontecer na Ferrari”, disse. Como se percebe, dois anos depois, está tudo bem pior…









