Há muito que a Fórmula 1 não tinha que fazer o luto de um piloto, como aconteceu com a morte de Jules Bianchi no ano passado, e desde aí há quem pense que os responsáveis da F1 estão demasiado ‘paranoicos’ com a segurança na disciplina, levando a algumas reações, como por exemplo a de Lewis Hamilton, que disse, por exemplo, que no MotoGP há pilotos a correr com fraturas de costelas e nas mãos enquanto na F1 qualquer ‘dorzita’ leva a que a FIA intervenha.
Toto Wolff diz que a F1 se tornou “um pouco cautelosa demais”. É verdade que ninguém gosta que um piloto se aleije, mas é comummente aceite não só na F1, como no desporto automóvel em geral, que existem riscos e que estes nunca serão totalmente evitados. Portanto haverá sempre lugar a graves acidentes, alguns com consequências mais complicadas, e eventualmente mortes. Ninguém gosta, mas todos aceitam pois isso é também uma das razões para os adeptos admirarem os pilotos, a sua temeridade e o fazerem coisas que, nós, ‘comuns dos mortais’ nunca faríamos.
Helmut Marko pensa o mesmo que Toto Wolff, e acha que o facto de estarem previstos carros mais potentes e rápidos em 2017 é bom para o espetáculo: “A Fórmula 1 precisa de ser uma coisa em que o adepto pense, eu não faria isto. A F1 tornou-se tão popular também porque o risco faz parte deste desporto. A segurança que existe hoje em dia é um disparate, e se introduzirem o Halo arriscam-se a destruir a F1” disse Marko ao jornal Bild am Sonntag, acrescentando: “A segurança na F1 é boa, mas não podemos chegar a um ponto em que o esqui possa ser mais perigoso que a F1.”












