A Ferrari não tem tido muita sorte com as escolhas táticas, e a frieza alemã tem sido mais eficaz. Isto a propósito da corrida do passado fim de semana no Canadá, onde a Ferrari teve tudo para vencer, mas que uma inexplicável decisão tática entregou ‘ouro ao bandido’, colocando a partir daí a Mercedes em melhor posição. De qualquer forma, há que acrescentar que para nós jornalistas é fácil analisar à posteriori e dizer que uma decisão foi má, mas antes desta ser tomada, o responsáveis italianos contaram com uma situação que não se verificou. Acharam que Lewis Hamilton iria ter dificuldades com os pneus montados no seu Mercedes fruto da tática de apenas uma paragem, mas como se provou pelo andamento dos dois pilotos a recuperação de Vettel depois de ter ido segunda vez às boxes, parou precisamente quando os responsáveis da Ferrari pensavam que o inglês ia começar a ‘sofrer’.
Mas apesar das primeiras declarações de Maurizio Arrivabene, que inicialmente admitiu ser um engano, posteriormente os homens da Ferrari, preferiram deixar de lado essa questão e apontar baterias para o facto de terem dado uma salto significativo de competitividade, deixando para trás as más corridas de Espanha e do Mónaco: “Com humildade, mas também com confiança, respondemos bem aos problemas de Espanha e do Mónaco, agora já percebemos o carro melhor” começou por dizer Arrivabene, que se mostra convicto que a “a diferença para a Mercedes encolheu, mas não chega”
Já Sebastian Vettel preferiu atirar-se à imprensa italiana, que como habitualmente é de extremos, pois tanto coloca a Ferrari nos píncaros, como, quando as coisas correm mal, a afunda: “Parece que por vezes a imprensa italiana é a nossa principal oponente. Talvez este fim de semana tenham algo melhor para escrever”, disse o alemão a um jornalista da La Gazzetta dello Sport, mostrando-se também a favor da tática escolhida, recusando que esta tenha sido a razão da derrota.











