Elisabete Jacinto terminou a etapa de hoje, 10ª da prova, no terceiro lugar entre os camiões, posição que mantém na geral no África Eco Race. A especial, cumprida em torno de Akjoujt, contou com 379 quilómetros cronometrados feitos em pistas de areia e com muitas travessias de dunas.
Nas palavras da piloto portuguesa: “Antes de sairmos para a etapa tínhamos noção que, possivelmente, este seria o percurso mais difícil de todo o rali. E assim foi. A primeira parte foi muito rápida e fizemos vários quilómetros sem problemas. Mas, assim que chegámos às dunas ficámos logo enterrados. Com alguma perícia tirámos o camião e continuámos a andar o mais rápido que podíamos. Entretanto, a certa altura, optei por subir uma duna que não tinha rastos e o camião ficou preso na crista da duna. Fartámo-nos de cavar e demorámos imenso tempo para sair dali. Depois, como a pressão dos pneus era demasiado baixa, o pneu saiu da jante e lá estivemos nós parados durante mais um bocado. Quando finalmente nos preparávamos para sair percebemos que o amortecedor de direção tinha deixado de funcionar. Ou seja, hoje tivemos uma sucessão de problemas que nos atrasou bastante e não nos deixou evoluir mais na classificação final”, explicou.
Elisabete Jacinto não esmorece e mantém os olhos postos no pódio dos camiões, posição que ocupa. “Sinto que melhoro a cada ano em que participo nesta competição. Mas, a potência do nosso camião não é suficiente para avançar nos pisos arenosos da Mauritânia e é muito complicado fazer melhor. Ainda assim, amanhã vamos partir num lugar de pódio para a última especial que entra na classificação do rali. Estamos mesmo muito contentes porque estamos perto de cumprir os nossos objetivos mesmo depois de já termos passado por tantas adversidades. A prova tem sido muito dura e é a resolução dos problemas que nos vão afetando a cada etapa que ditam a nossa classificação no final”, finalizou.











