Apesar de ter terminado a temporada de 2015 no penúltimo lugar da classificação, a McLaren continua a ser uma das grandes equipas da Fórmula 1. Esta terça-feira, o diretor desportivo da escuderia britânica, Eric Boullier, veio deixar claro que é contra baixar os custos da modalidade. Boullier criticou mesmo as recentes atitudes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que luta para diminuir os gastos na F1 na tentativa de facilitar a vida as equipas mais pequenas.
“Concordo com a necessidade de termos um quadro de regulamentação. Mas, a partir do momento em que se obriga a baixar os custos, estamos no caminho errado”, declarou Boullier, em entrevista ao site Motorsport. “Quem quer correr na F1, tem que ser capaz de suportar os custos. Os fabricantes podem pagar. Dessa forma estamos a prejudicar as equipas maiores e em pouco ou nada a ajudar as equipas mais pequenas. Ou seja, é mau para todos ”, acrescentou.
O ponto de maior discussão entre as grandes equipas e FIA e a FOM (Formula One Management) envolve o fornecimento de um motor de baixo custo. Equipas como Force India e Sauber estão a debater-se com dificuldades para pagar as suas unidades motrizes à Mercedes e Ferrari, respetivamente. Assim, em conjunto com as restantes equipas de menor dimensão, estas têm solicitado que as entidades que tutelam a F1 não permitam que as ‘grandes’ tenham tanto poder na decisão dos regulamentos, o que está a gerar uma grande discussão, para já sem fim à vista.
“O conselho que eu dou a Bernie Ecclestone, (presidente da FOM) é que deixe as equipas fazerem o que elas entendem, sempre dentro do regulamento. Se alguém quiser portas de ouro no carro, que tenha. Só temos que estabelecer um regulamento estável. Dessa forma, teremos corridas competitivas como aconteceu em 2012 e 2013”, concluiu Boullier.












Sinceramente não entendo o que há contra o motor alternativo. É benéfico para as pequenas equipas que tantos problemas têm tido em pagar as suas unidades motrizes às grandes fabricantes e, com o dinheiro poupado nesta área, poderiam desenvolver um carro melhor, gerando mais competitividade na Fórmula 1. Eu sou completamente a favor, até para que não nos deparemos com casos como o da Red Bull/Toro Rosso, em que a equipa atrasa o desenvolvimento do seu carro para a época seguinte devido ao facto de ainda não ter certezas sobre se realmente terá um motor para lá colocar. Desta forma,… Ler mais »
Está calado e tem vergonha…
Não sei a diferença correta dos valores monetários dos motores de fábrica e do motor alternativo, mas se falarmos de 5 ou 6 milhões de euros num orçamento anual a rondar os 100 milhões e com as incertezas e atraso na construção do novo chassi para esse novo motor não será talvez a melhor solucao.5% do orçamento pode ser bastante dinheiro mas na f1 o tempo custa muito mais.