Lewis Hamilton foi o piloto do ano no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, que dominou de princípio até quase ao fim. O novo tricampeão do Mundo dominou o Mundial de forma autoritária, mostrando-se muito mais eficaz do que Nico Rosberg até garantir o título em Austin. Antes disso só tinha sido verdadeiramente batido pelo seu companheiro de equipa em Espanha e na Áustria, arrasando o alemão nas restantes corridas, apesar de ter sido traído pela Mercedes no Mónaco.
Ao contrário do que aconteceu em 2014, Hamilton não teve problemas em dominar Rosberg em qualificação e como sempre teve melhor ritmo de corrida, as vitórias foram-se sucedendo. Como habitualmente no confronto direto entre os dois, foi mais determinado que o alemão nos momentos iniciais das corridas, sobretudo em Suzuka e em Austin, mas exagerou um bocado nesta última, quebrando a tensa harmonia que ainda restava no seio da Mercedes até aí.
Com o Mundial no bolso o inglês relaxou e foi batido por Nico Rosberg nas últimas três corridas do ano, encaixando mal as derrotas, o que também não abonou a seu favor. Mas o seu desempenho global nesta temporada foi verdadeiramente excecional, mostrando-se mais solto, mais aberto e bastante mais eficaz do que nas temporadas anteriores. A quebra de forma no final da temporada também o deverá ter alertado para os perigos de ir longe de mais nas atividades “extra curriculares”, tendo de voltar ao equilíbrio que tinha encontrado até ao final de outubro.
O que Nico Rosberg conseguiu nas últimas três corridas foi o melhor que podia ter acontecido à Fórmula 1 no final de um ano em que o Campeão foi encontrado a três corridas do final. Logo após o Grande Prémio de Abu Dhabi, o alemão não se coibiu de dizer que por ele o Mundial de F1 seguinte podia começar logo na semana seguinte, querendo dizer com isto que o embalo que conseguiu lhe deu um alento que terá que evitar que se desvaneça durante o inverno.
Os dois testes agendados para Barcelona antes do início da época não vão permitir que se percebam grandes diferenças entre Rosberg e Hamilton, a não ser que estas sejam por demais evidentes, e só na Austrália será possível ficar a saber se Hamilton já se recompôs e se Rosberg consegue manter o elan. Salve uma grande surpresa, não se esperam grandes mudanças no paradigma da F1 para 2016, e por isso será muito interessante o arranque de Mundial 2016. Hamilton ‘regressa’ ou Rosberg ‘confirma’ ascendente. É esperar para ver…











