Sem grandes alterações na Fórmula 1 para 2016 – a registar a introdução dos pneus ultramacios, exclusivos para circuitos urbanos —, está reservada para 2017, altura em que o regulamento técnico será modificado para permitir monolugares cerca de cinco a seis segundos mais rápidos que os atuais, uma mudança substancial na modalidade.
Fernando Alonso foi um dos pilotos que mais sentiu as dificuldades de desenvolvimento nos atuais monolugares, tendo um 2015 para esquecer. Em ano de regresso à McLaren o espanhol somou somente 11 pontos, tendo como melhor resultado um quinto posto e um nono lugar em qualificação.
No seu entender, “a Fórmula 1 precisa de motores maiores, mais potência e liberdade. Talvez até mesmo mais aerodinâmica”, frisou em declarações ao site Top Gear. Porém, e acima de tudo, Alonso entende que é necessária “mais liberdade para que as equipas possam desenvolver e também mais testes.” No fundo, “como era a Fórmula 1 há 10 anos, em que algumas vezes era entendida como mais cara, o que eu duvido porque a tecnologia de agora – com o os simuladores, por exemplo – aumentou os custos.”
O espanhol acrescenta ainda: “Se algumas equipas não podem permitir-se testar, isso é algo natural, é o desporto. O Real Madrid pode comprar alguns jogadores e outras equipas não. Mas eles não podem pedir desculpa por isso. Na Fórmula 1 há sempre a necessidade de proteger as equipas pequenas, mas se elas não poderem testar, então não testam”, finalizou.











