A questão do propalado pouco empenho de Kimi Raikkonen continua a suscitar dúvidas entre a maioria dos observadores. Que Raikkonen é um piloto rápido, não subsistem dúvidas, mas não se dedica à profissão, facto que também parece não suscitar grandes questões. Com este perfil, ao contratá-lo, terá a Ferrari feito uma manobra de marketing ou terá sido mesmo na intenção de encontrar um sucessor para Schumacher? Fique a saber o que pensa Luís Vasconcelos:
«A Ferrari contratou Raikkonen por considerar que entre Alonso e o finlandês este era o melhor, segundo disse Jean Todt. Por isso assinou com o finlandês fez agora um ano, quando ainda não se sabia se Schumacher parava ou não, depois de nem sequer ter estado em negociações com Alonso quando este decidiu abandonar a Renault. Mas é claro que outros factores jogaram a favor de Raikkonen, a começar pela total disponibilidade para ter Schumacher como companheiro de equipa, desde que em igualdade de circunstâncias, coisa que Alonso não parecia ter.»
«A rapidez e determinação de Raikkonen lembravam aos responsáveis da Ferrari o jovem Schumacher de há 12 anos, pensando que o poderiam moldar ao estilo desejado pela Scuderia, mas sabendo que não poderiam contar muito com ele para grandes empenhamentos técnicos ou disponibilidade para operações de marketing. Tentar mudar Raikkonen, proibindo-o de viver como sempre viveu era abrir-lhe a porta de saída da Ferrari e se Todt não pode estar contente com o seu desempenho já trabalhou com suficientes pilotos finlandeses, quando ainda estava nos ralis, para saber que mais vale deixá-los viver como querem porque quando têm carro para ganhar, ganham mesmo.»











