Quando um piloto deixa em estupefação a sua própria equipa, prova que superou em muito as expectativas inicialmente criadas. Este ano, no plantel da Fórmula 1 existe um bom exemplo disso, Daniel Ricciardo.
A um primeiro olhar, o piloto australiano foi ‘promovido’ da Toro Rosso para a Red Bull, substituindo Mark Webber e tendo como companheiro de equipa um piloto, nada mais, nada menos, que o piloto quatro vezes campeão do mundo, numa equipa com o mesmo número de títulos. A um primeiro olhar o cenário poderia antever-se difícil para um piloto se afirmar, mas o resultado transcendeu os melhores vislumbres.
Ricciardo não só se afirmou, como já venceu três corridas – único piloto não Mercedes a consegui-lo – é terceiro entre os pilotos, com 156 pontos, quando Sebastien Vettel é sexto, com 98.
Face à performance demonstrada pelo australiano, Christian Horner, chefe de equipa da Red Bull, é bem claro: “Nunca pensámos que ele seria tão forte como tem sido. Sabíamos que ele era rápido, sabíamos que era um piloto muito bom, mas não creio que nenhum de nós soubesse quão bom ele viria a ser”.
Já Luca Furbatto, designer dos monolugares da Toro Rosso até ao inicio deste ano, que trabalhou de perto com o australiano, mostra também a sua surpresa: “Fiquei impressionado com o feedback que ele era capaz de dar à equipa. Era incrível como ele recordava o comportamento do monolugar mesmo horas depois. A 300 km/h ele tinha o tempo e o intelecto para pensar sobre a afinação do monolugar, o que é sinal de grande qualidade. O outro piloto (Jean-Eric Vergne) era muito limitado no seu feedback, por isso o Daniel era sempre o ponto de referência”.
Luca Furbatto recorda que nos testes de inverno, em 2013, “o seu feedback reduziu um pouco mas ele tornou-se muito forte em priorizar o desenvolvimento. Nas corridas ele dizia coisas como, ‘entendi. Não falemos mais a partir de agora'”.










