Prometeu muito, mas a responsabilidade de ter passado para a equipa oficial deverá ter colocado demasiada pressão em Daniel Sordo. Depois do magnífico segundo lugar no Rali de Monte Carlo, com a chegada da neve vieram os descalabros. De seguida, nas provas de terra, foi quarto no México, terceiro em Portugal, graças à penalização dos Ford e sexto na Argentina. Muito pouco para quem guia um C4 WRC que nas mãos de Loeb, vence e convence!
A vida não está fácil para o espanhol, de tal forma que o seu patrão, Guy Frequelin veio a público referir que a Citroen não têm dinheiro para contratar um piloto especialista em provas de terra, pois todos já perceberam que Sordo não consegue resultados de monta naquele piso:
«Sabíamos, quando o confirmámos na equipa oficial que ele é muito jovem e inexperiente, mas não é possível termos um terceiro piloto, para assegurar pontos na terra, ao mesmo tempo que o Dani corria sem a pressão de ter de terminar bem classificado.», referiu.
Na verdade, o facto do espanhol não conseguir pressionar Mikko Hirvonen, está a permitir à Ford, distanciar-se no campeonato de Marcas, e o calendário não vai facilitar a Citroen, já que as três próximas provas são em terra: Itália, Grécia e Finlândia. Com a Citroen nove pontos atrás da Ford, não convém à equipa francesa reservar para Loeb todas as despesas dos dois campeonatos, já que o de pilotos está também só preso por três pontos. E vem aí um novo Ford em Agosto!
Após a Finlândia, Daniel Sordo tem nova oportunidade de recuperar terreno, já que os ralis da Alemanha, Espanha e Córsega, com Nova Zelândia pelo meio, são em asfalto. Mas as coisas não estão fáceis para a Citroen, pelos menos nas marcas, já que nos pilotos, tendo em conta o que tem sucedido nos últimos anos, ainda deve estar para nascer que consiga destronar Sébastien Loeb…










